segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Fortaleza: Câmeras a bordo dos ônibus

Por Fortalbus
Sorria! Você está sendo filmado. Houve uma época em que esta foi uma das frases mais usadas para advertir ao público que o ambiente frequentado estava sendo monitorado por câmeras. Nos lugares públicos ou privados, as câmeras foram se tornando cada vez mais comuns no nosso cotidiano, tudo isso, em prol da segurança. E essa realidade também chegou ao transporte coletivo, consequencia dos crescentes índices de violência nos grandes centros urbanos.

Na cidade de Fortaleza, a preocupação em identificar os assaltantes de ônibus através de imagens gravadas, surgiu ainda na década de 1990, consequencia dos casos cada vez mais violentos e constantes. Em 1996, a Empresa Cialtra, uma das maiores operadoras da época, teve a iniciativa de testar o uso de microcâmeras por questões de segurança, principalmente, após a morte de um motorista da empresa no ano anterior.

Esta tecnologia de gravação tinha como objetivo identificar toda a movimentação de pessoas no interior do coletivo durante a sua operação, possibilitando visualizar qualquer movimentação estranha dentro do carro. No caso de ação criminosa, as fitas eram encaminhadas à Polícia para a adoção das providências.

Inicialmente as câmeras foram testadas num único veículo, que durante os meses de avaliações, era escalado por diferentes linhas da cidade. Com os resultados satisfatórios das microcâmeras, a Empresa Cialtra decidiu implantar o equipamento nos demais veículos da frota a partir de 1997.

A tecnologia de origem japonesa custava na época em torno de R$ 1.500, por equipamento, e, seu mecanismo era camuflado, onde as imagens da movimentação no interior do ônibus eram feitas através de pequenos orifícios em torno de um centímetro. A idéia da instalação deste sistema foi apresentada por um sócio da empresa, que em viagem ao Exterior viu o mecanismo sendo usado em transportes coletivos.

Como eram sensíveis, as microcâmeras eram protegidas por uma caixa de fibra e sustentação em película de espuma com bases de borracha, defendendo dos balanços dos carros. A visibilidade de todo o carro era completa, com ênfase maior para o corredor do veículo e o posto do cobrador.

Atualmente, em vários modelos e tamanhos, as câmeras de vídeo estão presentes em toda a frota de ônibus da capital cearense, distribuídas em pontos estratégicos do veículo que inclui vários ângulos de filmagem, estabelecendo mais precisão e maior sensação de segurança.

Segundo o Sindônibus, nos últimos oito anos, foram gastos R$ 30 milhões para garantir a segurança nos coletivos, medidas que incluem, por exemplo, dispositivo de cofre, bilhetagem eletrônica, rastreadores por GPS e parceria com a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) a fim de priorizar o rápido atendimento aos ônibus.

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