segunda-feira, 6 de julho de 2015

Os "ônibus grandões" no Terminal Rodoviário de Fortaleza

Por Fortalbus
Com o surgimento de ônibus mais altos no começo da década de 1980, o projeto da Rodoviária de Fortaleza, inaugurada em 1973, tornava-se obsoleto, pois as passarelas não tinham altura suficiente para que estes ônibus pudessem ultrapassá-las. Alguns veículos até conseguiam, mas ficavam com marcas de arranhões no teto.

Empresas como Expresso de Luxo, Viação Nordeste, Rápido Crateús e Expresso Timbira sentiam-se prejudicadas pelo mau planejamento da estrutura do Terminal, não somente pela altura, mas também porque os ônibus maiores com 13,20 m de comprimento tinham dificuldade de estacionar e manobrar entre as plataformas.

A situação ficou ainda mais complicada quando a Expresso Timbira adquiriu em 1984 seis ônibus Diplomata 380, estes não passavam pelos 3,80 metros de altura dos cogumelos, assim os ônibus desembarcavam na pista externa, pois não entravam nas pistas comuns de embarque e desembarque.

A primeira ideia dos técnicos foi a de rebaixamento do solo, mas estudos mais detalhados concluíram por sua inviabilidade, pois sob o piso estavam as instalações elétricas e hidráulicas, além da base dos cogumelos. A segunda opção era a construção de novas passarelas em estruturas metálicas.

As obras de reforma no Terminal Rodoviário Engenheiro João Tomé iniciaram em abril de 1985, compreendendo nos trabalhos de elevação de cada passarela individualmente, através do uso de potentes macacos hidráulicos, reforçando-se, a seguir, cada pilar. Com isto, permitia-se a entrada dos novos ônibus com pouco mais de 4 metros de altura, que logo seriam adquiridos por outras empresas.

Além da elevação das antigas passarelas que ficaram com 5 metros no total, foi construída no pavimento superior da sede da antiga Suterce (Superintendência dos Terminais Rodoviários do Ceará), com um total de 1.100 metros de área coberta.

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