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Fortaleza: Cresce número de assaltos a ônibus; são mais de 6 por dia

Em Fortaleza o que preocupa são os assaltos em ônibus. Os números deste ano já são muito maiores do que os do ano passado. Motoristas fragilizados diante de revólveres e facas. Cobradores forçados a entregar o dinheiro do caixa. 

"Aqui, o cara antes de começar a trabalhar se benze, pede a proteção de Deus, reza o Pai Nosso, senta e vai-se embora. Só tem Deus mesmo pra proteger a gente aqui", conta um cobrador, sem se identificar. 

“Eles estavam armados de faca, encostaram aqui e anunciaram o assalto", conta a aposentada Antônia Pereira da Silva. 

Imagens registraram um assalto dentro de um micro-ônibus: enquanto o dinheiro é levado, lá atrás os passageiros são roubados. Tem sido assim nos mais de 1.800 assaltos a ônibus registrados este ano pelo sindicato das empresas do setor em Fortaleza. Em média, são mais de seis assaltos por dia e quatro vezes mais que o registrado ano passado no mesmo período. 

Um mesmo assaltante, só em outubro, agiu 12 vezes nas mesmas linhas de ônibus e sempre do mesmo jeito. Foi reconhecido pelas vítimas que registraram boletins de ocorrência e está sendo procurado pela polícia. 

Muitos assaltos têm acontecido a luz do dia e fora dos horários de maior movimento. Os bandidos têm preferido ônibus mais vazios para poder, além do cobrador, abordar todos os passageiros e fugir com mais facilidade. 

Foi nesta situação que Deborah Bandeira viveu momentos de horror no ônibus. "Eu só ouvi a voz: ‘passa celular, passa o dinheiro’. E o ônibus tava vago, devia ter umas quatro pessoas em pé só. O pessoal se jogou no chão do ônibus, porque ele ficou ameaçando atirar em todo mundo", conta a pedagoga. 

As empresas equiparam cada ônibus com quatro câmeras, cofre – para que o cobrador não acumule mais do que R$ 50 – e rastreadores. "Tudo o que está ao nosso alcance para desestimular, para reduzir a circulação de dinheiro ou criar métodos de permitir que a polícia possa reprimir a gente tem investido nesse sentido", diz Pessoa Neto, representante do Sindiônibus. 

A polícia tenta concentrar ação nas linhas mais perigosas, mas reconhece que isso não tem sido suficiente para garantir a segurança nos ônibus. "Quando tem intensificação de policiamento, abordagem, blitzes rotineiras, só em intensificar o policiamento, geralmente este crime migra para outro local", diz o major da Polícia Militar Luiz Carlos Souza.
Fonte: G1

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