segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Cai participação gaúcha na produção de carrocerias

Por Roberto Hunoff 
O Rio Grande do Sul perdeu dois pontos de participação na produção nacional de carrocerias de ônibus no ano passado. Marcopolo e Neobus, em Caxias do Sul, e Comil, em Erechim, montaram 14.396 unidades, queda de 4% sobre o ano anterior, e que representaram 44% dos volumes nacionais. Nos números da Marcopolo não estão incluídos os da sua controlada Ciferal, que tem fábrica em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. 

Ainda assim, o Estado lidera o ranking brasileiro, situação que pode se alterar já em 2014 com o início de produção da unidade da Comil na cidade de Lorena, em São Paulo. A Neobus tem iniciativa semelhante no Rio de Janeiro, em Três Rios. 

A produção brasileira de carrocerias de ônibus somou 32.693 unidades em 2013, apenas 145 acima do volume do ano anterior, que atingira 32.548. Durante todo o período, o setor alternou meses de altos e baixos, mas o desempenho de novembro e dezembro, com recuo de 15% na comparação com igual período de 2012, foi decisivo para o acumulado do ano. O mercado interno absorveu 28.319 ônibus, alta de 1% sobre o ano anterior. Já as exportações apresentaram recuo de 3%, para 4.097 unidades. 

O segmento de urbanos respondeu por 54,29% do total, em queda de três pontos na participação e de 5% no volume produzido. O espaço foi ocupado pela linha de rodoviários, que elevou a representatividade de 20,36% para 23,45%, com alta de 15% na produção. Os modelos intermunicipais ganharam meio ponto de participação, alcançando 7,36%, e leve alta de 2% nos volumes. Os micro-ônibus tiveram recuo na mesma proporção na representatividade e de 1% nos volumes. 

Com 42,7% de participação, a Marcopolo manteve a liderança nas vendas externas. O volume de 1.752 ônibus representou alta de 8% sobre o ano anterior. A Comil elevou suas exportações em 34,5%, para 616 ônibus, e a Neobus teve recuo de 39%, somando 311 veículos. No total, o Estado respondeu por 65% das exportações brasileiras, quatro pontos acima do ano anterior, e alta de 3% nos volumes.

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