segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Fortaleza: Ações complementares podem melhorar a rotina dos terminais

A criação dos terminais de ônibus na Capital permitiu maior flexibilidade ao itinerário dos usuários, na visão do doutor em Engenharia de Transportes e analista de infraestrutura do Ministério do Planejamento, João Alencar Oliveira Júnior. A implantação do sistema, contudo, exigia ações complementares. 

"Em 1990, quando foram criados os terminais, se tivessem otimizado a demanda de veículos e mantido as faixas exclusivas para ônibus, teria sido muito mais eficaz", constata o especialista, lembrando que, no fim da década de 1980, Fortaleza contava com vias exclusivas para ônibus em avenidas como Antônio Sales, Sargento Hermínio e dos Expedicionários. 

"Essas faixas foram extintas para que coubessem mais carros nas ruas, ou seja, mais uma vez, a lógica do transporte individual sobre o coletivo", retoma. Mesmo com os projetos para implantação de corredores para ônibus nas vias da cidade, João Alencar reforça que o planejamento deve contemplar a integração com outros modais, como metrô e as bicicletas. 

Informações 
Segundo a assessoria de comunicação da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), 308 agentes operacionais são distribuídos nos terminais da cidade, com a função de organizar filas, embarque e prestar informações aos passageiros. Os usuários dos terminais também podem procurar a administração de cada unidade para fazer reclamações e sugestões para melhorar o serviço de transporte. 

Ainda de acordo com o órgão, cada terminal possui um gestor que avalia constantemente as questões operacionais de infraestrutura e repassa as demandas para a Etufor. Ao todo, Fortaleza possui sete terminais de integração e outros dois abertos (Praça Coração de Jesus e Praça da Estação). 

Saiba mais dos projetos de reforma dos terminais de ônibus

Terminal do Antônio Bezerra: Agosto de 2014 é o prazo para a entrega da segunda etapa da reforma 

Terminal da Parangaba: Orçada em mais de R$ 21 milhões, a reforma tem previsão para iniciar no segundo semestre deste ano e deve ampliar em 81% a área total do lugar 

Terminal do Siqueira: Prevista para o segundo semestre de 2014, a obra deve custar cerca de R$ 8,5 milhões e ampliar em 80% a área das plataformas 

Terminal de Messejana: Custo estimado em R$ 16 milhões para a construção de um novo terminal com requalificação do entorno. Início previsto no segundo semestre deste ano 

Terminal do Papicu: Ainda em negociação com o Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), a reforma deve custar R$ 20 milhões e ter início em 2015 

Insegurança é uma das principais reclamações 
A falta de segurança é outra reclamação recorrente dos usuários de transportes públicos de Fortaleza, principalmente, dos que precisam passar pelos terminais integrados de passageiros. 

O mecânico Reginaldo de Sousa já foi vítima de ladrões no Terminal do Siqueira. "Não posso andar de relógio e levo minha mochila na frente", conta. A população reclama da ausência de agentes da Guarda Municipal. "Têm dias que eles estão aqui, outros não", reclama a comerciante Sílvia Bastos. 

O aposentado Sebastião Bueno conta que assistiu uma moça ser assaltada na fila do ônibus no Terminal da Lagoa. Ele também se queixa da ausência dos guardas municipais. "Especialmente durante a noite, quando existe alguma equipe, ela demora pouco, passando no máximo meia hora, deixando a gente à mercê dos bandidos", lamenta. 

A assistente administrativa Aline Cruz, 26, afirma que a insegurança tomou conta do Terminal do Antônio Bezerra. "Morro de medo. Já presenciei cenas de correria, assaltantes roubando e pulando o muro para fugir". 

A Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Sesec) informa que 148 guardas municipais fazem a segurança dos sete terminais. Eles estão distribuídos entre um efetivo que é fixo, nos terminais, e viaturas que fazem rondas e permanências nesses equipamentos, em todos os turnos. Nos terminais do Siqueira e do Antônio Bezerra, diz o órgão, há um efetivo fixo de 18 e 15 guardas, respectivamente, distribuídos em uma escala das 7h às 19h e das 19h às 7h, além das viaturas que fazem rondas e permanências nos equipamentos.
Com informações: Diário do Nordeste

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