segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Fortaleza: Insegurança desvia rota de ônibus

Após um dos ônibus que fazia a linha Parangaba/Parque Veras ser incendiado pela população, na noite da ultima sexta-feira (14), os coletivos não estavam realizando todo o percurso, na manhã deste sábado. Já é a segunda vez, somente neste mês, que a população de um bairro de Fortaleza é prejudicada com os desvios de rota do transporte público devido à insegurança do local onde eles circulam. 

No último dia 5, discussão entre um motorista de ônibus e um motoqueiro fez com que traficantes da comunidade do Dendê impedissem os coletivos das linhas Edson Queiroz/Papicu e Edson Queiroz/Centro de chegarem ao fim do percurso. A circulação foi normalizada no dia 9, após reforço policial. 

Além de conviver com os constantes assaltos aos coletivos - nos últimos dois anos, o número de ocorrências aumentou 309% - agora, os passageiros têm que se preocupar também com essas mudanças de itinerário. Em sua rota normal, pelo bairro Maraponga, o coletivo da linha Parangaba/Parque Veras deveria seguir pela Rua Francisco Glicério, em seguida entrar na Travessa Iracema, depois continuar pela Rua Clóvis Meton para chegar até a Rua Rosa Cruz, cruzamento onde o veículo foi incendiado. 

Os motoristas seguiam normalmente pela Francisco Glicério, continuavam na Travessa Iracema, mas voltavam para a Rua Francisco Glicério. Portanto, os passageiros que aguardavam o transporte, neste sábado, no restante dos pontos dessa linha, foram afetados pela mudança. 

"O que estão dizendo é que aquela área onde o ônibus foi incendiado está interditada e, por isso, os ônibus estão fazendo a volta. Espero que isso seja só por hoje, pois durante a semana vai prejudicar muita gente", comentou um vendedor que preferiu não se identificar. 

Para ele, isso aconteceu devido à revolta da população em relação à morte do pedreiro Francisco Ricardo, que teria sido espancado por uma dupla de policiais, na última sexta-feira. 
Com informações: Diário do Nordeste

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