quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Fortaleza: Rápidas do transporte

Direito à acessibilidade é negada
Pelo menos àqueles que sofrem de obesidade. Relato de usuário que chegou até esta coluna dá conta de um passageiro obeso que passou pelo constrangimento de passar pela catraca de um ônibus em Fortaleza, uma vez que o motorista negou o pedido de embarque do homem, devido às suas limitações físicas, pela porta dianteira. Diante da negligência ou falta de preparo do condutor, o usuário ficou preso na roleta, enquanto reclamava o seu direito de acesso ao ônibus pela porta frontal. Cá entre nós, o passageiro lesado tem toda a razão! 

A Lei de Acessibilidade garante às pessoas com mobilidade reduzida livre acesso aos espaços, sem obstáculos. O acontecido por si só é um absurdo, quando a pauta do momento é mobilidade urbana (mobilidade implica movimento, logo, acessibilidade). Todo esse transtorno teria sido evitado se o motorista autorizasse o passageiro a embarcar pela dianteira e entregasse o valor da tarifa ou a carteira-gratuidade ao cobrador, devendo este rodar a catraca para contabilizar a passagem. Simples!

Passageiros também devem colaborar
Cena corriqueira nas paradas da cidade: o motorista estaciona o ônibus, atende o pedido dos usuários e, no engate da primeira marcha, surge uma ou mais pessoas subindo no ônibus inesperadamente, sem ter solicitado o embarque com antecipação. Atitude extremamente arriscada e, de certa maneira, irresponsável por parte de alguns usuários, que devem estar atenciosos quando avistar a aproximação de coletivos em seu ponto, para que o motorista perceba o pedido de parada.

O condutor estará ciente apenas daquelas pessoas que o acenaram. O que mais intriga, e a principal motivação desta nota, é a desorientação de passageiros que não reparam na presença do ônibus naquele instante, estando cara a cara, vindo a embarcar somente quando o veículo dá a partida. Já presenciei acidentes e mal-estares entre operador e usuário, devido à ação descabida deste. O motorista é culpabilizado, também hostilizado, injusta e arbitrariamente. O transporte é uma relação mútua de bom senso (e isso inclui a própria segurança do indivíduo) e civilidade entre todos os envolvidos. Vamos colaborar!
Por: Marcelo Filho

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Fortalbus se reserva no direito de selecionar os comentários.

© 2010-2016. Fortalbus Busólogos - Todos os direitos reservados