quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Fortaleza registra seis assaltos a ônibus por dia

“Fortaleza teve média de seis assaltos a ônibus por dia durante o ano de 2013. De janeiro a dezembro, foram 2.517 ações violentas registradas nos coletivos – de acordo com números fornecidos pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus). Essa é a maior quantidade da última década. Comparando 2012 (615) e 2013, o crescimento foi de 309%.

Integrando essa estatística, a camareira Juliana Oliveira, 29 anos, diz ter vivenciado três assaltos em 2013. A estratégia, segundo ela, é sempre a mesma. “Abordam o cobrador e levam os pertences de quem está mais perto, também. Em uma das ocasiões, eles nem tinham armas. Era só na voz mesmo, mas assaltaram. Todos esses assaltos foram nos domingos, voltando da praia”, conta.

As ocorrências assustam usuários, mas, principalmente, os motoristas e cobradores. Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sintro), Tobias Brandão, a insegurança apenas aumenta. “Já fizemos paralisações em terminais para chamar atenção das autoridades. Encaminhamos ofícios, fizemos reuniões, entretanto, não sentimos melhora alguma”, diz. Para ele, além do crescimento no número de assaltos, é assustador constatar que as abordagens estão ficando mais violentas. 

“Eles portam mais armas, ameaçam mais, são mais rudes. Em alguns casos extremos, pulam as catracas e sentam na cadeira do cobrador. Ficam abordando as pessoas e embolsando o dinheiro das passagens. É uma audácia muito grande”, diz o diretor. Tobias aponta como mais violentas as linhas 073 – Siqueira/Praia de Iracema; 078 – Siqueira/Mucuripe; 076 – Conjunto Ceará/Aldeota; 015 – Conjunto Ceará/Antônio Bezerra rota 1; e 81 – Conjunto Ceará/Antônio Bezerra rota 2. 

Os números referentes a janeiro de 2014 ainda não foram divulgados pelo Sindiônibus. Para o presidente do órgão, Dimas Barreira, a expectativa é ter uma redução nos índices. “O ano de 2013 seguiu uma linha de tendência violenta que começou em 2012. Em 2011 tivemos um ano tranquilo. Foram poucas ações. Mas, em 2013, foi um alarme”, afirma. Dimas ainda explica que o tipo de abordagem, geralmente, é similar. Com adolescentes, por vezes portando armas, que abordam os cobradores e descem rapidamente. As ações são chamadas de “fugidinhas dos ônibus” no linguajar dos usuários do transporte coletivo. 

“Nós fizemos todo o investimento possível para contribuir com a segurança. Câmeras, rastreamento, cofre. Chegamos em 2013 com tudo isso feito e os assaltos aumentaram nessa proporção. Uma das linhas de defesa é a população diminuir o uso de dinheiro. Está mais fácil usar o crédito eletrônico. Então, (a solução) é tirar o dinheiro de dentro dos ônibus mesmo. Isso melhoraria a segurança para todos. Para passageiros e funcionários”, diz Dimas. Hoje, segundo ele, toda a frota da Capital conta com rastreamento, câmeras de segurança e cofres. “Temos sugerido o reforço de policiamento nas áreas de maior concentração de usuários. Como os terminais, por exemplo”, pontua. 
Fonte: O Povo

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