sexta-feira, 7 de março de 2014

Fortaleza: A dúvida sobre os ônibus articulados

Por Edilton Saldanha 
Com relação ao ônibus, formato articulado, que mede 18,5 metros de comprimento, e tem a capacidade para transportar 150 passageiros, sendo 115 em pé e 35 sentados, e está sendo testado na linha 041-Parangaba/Papicu, sendo que já foram adquiridos dez unidades, devo levantar os seguintes questionamentos: - Como a Etufor pode mensurar o desempenho de um coletivo, desse porte, nos seus diversos aspectos, trafegando por vias que não possuem estrutura para esse tipo de veículo?

Outra pergunta: - Por transportar um número enorme de passageiros, os profissionais (motoristas e cobradores), irão receber treinamento de capacitação, para orientar os usuários em caso de incêndio, acidentes, e ainda serem capacitados na área de relações humanas, para um convívio socializado no dia a dia? Só mais outra: – As empresas que adquiriram esse ônibus terão no seu departamento de manutenção mecânicos especializados, para prestarem uma assistência mecânica com eficácia?

Podemos acreditar que a Prefeitura cumprirá a promessa de construir essas vias, privativas, para transportes coletivos? A última - Será que, passada a Copa de 2014, esses veículos irão ter o mesmo destino dos ônibus elétricos, implantados nos anos 70, e os “ônibus”, da CTC  e Empresa N. S. de Fátima, nos anos 80, em Fortaleza?

E com relação à sustentabilidade ambiental. Este equipamento está a adequado às novas exigências mundiais?

Com a palavra, a Prefeitura de Fortaleza e empresários do sistema. Para entender melhor, vou fazer uma explanação sobre os ônibus elétricos, conhecidos como trólebus.

Os trólebus da capital cearense da marca Massari/Villares, de fabricação nacional, pertenciam à Companhia de Transportes Coletivos (CTC). No ano de 1965, foi assinado o contrato pelo prefeito Murilo Borges para a compra da rede aérea e subestações das linhas de ônibus. No mesmo ano, foi levantado o primeiro poste para os cabos elétricos na Praça do Carmo. 

Em janeiro de 1966, os três primeiros ônibus elétricos desciam das carretas que os trouxeram de São Paulo. Um dos motivos que inviabilizou a circulação desse tipo de transporte era a falta constante de energia, que, na época, ainda não era da Hidrelétrica de Paulo Afonso. 

Em janeiro de 1967, os veículos começaram a rodar ainda em caráter experimental. Quanto aos ônibus pertencentes à Empresa N.S. de Fátima, por terem sido financiados pelo Banco do Estado do Ceará (BEC), foram devolvidos ao órgão financiador.

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