domingo, 25 de dezembro de 2016

O início da bilhetagem eletrônica nos ônibus de Fortaleza

A frota de ônibus do sistema integrado de transporte de Fortaleza sempre foi pioneira em tecnologia a bordo. Atualmente o Bilhete Único permite múltiplas trocas de ônibus em até 2 horas com uma única passagem, os usuários são identificados através da biometria facial. O software de reconhecimento facial é de origem alemã e funciona calculando as medidas do rosto para comparar com a imagem que está registrada no chip do cartão. A principal finalidade é evitar fraudes no sistema e gerar mais segurança aos usuários. Fortaleza foi a primeira cidade do Brasil onde o Bilhete Único passou a funcionar juntamente com a biometria facial.

Voltando no tempo, mas precisamente para o ano de 1993, recordamos quando a cidade de Fortaleza também foi pioneira na implantação do sistema de leitura óptica das carteiras de estudantes. Dois ônibus da Companhia de Transporte Coletivo (CTC), que percorriam a linha Av. Pontes Vieira, receberam o gerenciador embarcado de transportes (CET), equipamento que armazenava os dados registrados num micro portátil com a ligação no interface do aparelho, composto por um leitor eletrônico do código de barras, processador de dados, memória interna e visor externo.

Modelo SmartGET, implantado em série na frota de Fortaleza
O aparelho chamado GET, era fabricado pela empresa cearense Fujitec, que venceu a licitação pública para a implantação do sistema na capital cearense. O contrato para aquisição do GET foi assinado em 1995 pela Prefeitura Municipal e a Fujitec, assim, as carteiras estudantis passaram a ter código de barras para a leitura nos veículos, evitando assim possíveis divergências entre cobradores e passageiros. Naquele ano, 100 veículos já rodavam com o GET operando em fase experimental. A produção em série do modelo “smartGET” foi iniciado para equipar a frota de 1450 veículos que circulavam em Fortaleza naquela época.

A parceria entre Fujitec e Prefeitura de Fortaleza durou até 2004, quando o sistema foi substituído pela “Empresa1”, de Minas Gerais, criando assim um novo sistema de cartões e bilhetagem eletrônica, o que popularmente conhecemos hoje como “passecards”. Com a possibilidade da inserção de créditos no cartão, o antigo vale-transporte de papel foi aos poucos desaparecendo mediante a praticidade do passecard.

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