terça-feira, 20 de maio de 2014

Editorial: Quando as coisas passam a ter valor

Por Fortalbus
A tragédia registrada no último domingo, em Canindé, com um ônibus que seguia de Boa Viagem à Fortaleza, entra para as sombrias estatísticas de acidentes nas estradas brasileiras. O acidente comoveu os cearenses pela maneira como aconteceu e deixa uma importante lição, mas que, infelizmente, é um hábito que não se faz presente na realidade: o uso do cinto de segurança.

Dentre os 39 passageiros (incluindo motorista e cobrador), 18 faleceram. Já entre os sobreviventes está o condutor do ônibus, que saiu ileso devido a utilização do cinto. Aliás, não é novidade ao nos depararmos com relatos dos veículos de comunicação, em coberturas de fatos como esse, sobre gente que ganha uma segunda chance por terem consciência da importância que tem o acessório em preservar vidas.

Vidas. Essa é a palavra que movimenta o transporte. Feita por e para vidas. Diante disso, empresas e seus motoristas sempre atentam aos passageiros que estão à bordo que passem a utilizar o cinto de segurança a partir do momento em que a viagem se inicia até o destino final. Que esse destino seja cumprido integralmente, como previsto, sem que a rota seja desviada para um outro lugar. Mas, infelizmente, é a dor que nos faz tirar o aprendizado e passar a atribuir mais valor às pequenas coisas ou gestos que podem fazer toda a diferença em nossas vidas.

Na tarde dessa segunda (19), a Viação Princesa lançou o seguinte comunicado:

"A Viação Princesa dos Inhamuns vem a público lamentar o acidente ocorrido com ônibus da empresa nas imediações do município de Canindé neste ultimo domingo, dia 18 de maio.

A direção da empresa e seus funcionários se solidarizam com as famílias e com os 43 passageiros que realizavam viagem iniciada em Boa Viagem com destino à Fortaleza.

Desde o momento do acidente o corpo funcional e diretivo da empresa vem tomando as providências necessárias no sentido de atender a todos os que se encontravam no veículo e seus familiares, concedendo-lhes total apoio e priorizando a atenção especialmente à preservação da integridade da vida das pessoas. 

Com 46 anos de atuação no estado do Ceará a empresa vem adotando práticas responsáveis e coerentes com o relevante papel de transportar mensalmente 150 mil pessoas para 53 municípios cearenses. A empresa tem investido permanentemente no treinamento e qualificação dos seus profissionais. 

Com mais de 22 anos de profissão e quatro anos dedicados à empresa, o motorista que dirigia o veículo no momento do acidente sempre pautou sua conduta de forma exemplar. 

Em respeito aos nossos clientes trabalharemos fortemente para continuarmos sendo coerentes com a nossa missão: “Transportar vidas encurtando distâncias com qualidade e segurança”.

Um comentário:

  1. Parabéns pessoal pelo editorial, muito pertinente, porém gostaria de pautar outro detalhe neste acidente e do qual passou despercebido: apesar da falta do cinto da qual a maioria dos passageiros estavam, outro detalhe chama atenção no depoimento de um senhora em uma entrevista na TV Diário, onde a mesma esperava seu esposo ter alta, pois AMBOS ESTAVAM EM PÉ NA HORA DO ACIDENTE do qual a referida senhora relata que o seu esposo caiu e "tacou a cabeça no banco, abriu um pequeno corte e o sangue escorreu"....

    A partir do relato desta senhora, também deveria ser feito a tal reflexão para algumas empresas de ônibus: POR QUE INSISTIR EM LEVAR PASSAGEIROS EM PÉ? Coloco aqui como sugestão de matéria para o blog, haja vista que algumas empresas de ônibus, que fazem linhas pelo maciço de Baturité, e Litoral Leste do estado AINDA continuam com estas práticas!

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