terça-feira, 6 de maio de 2014

Fortaleza: Integração temporal cria "pequenos terminais de ônibus"

Com a possibilidade de planejar melhor os trajetos, usuários se concentram em pontos de grande avenidas e os transformam em "pequenos terminais". Com redimensionamento de linhas, a logística do transporte vai mudar

Obsoletos na forma estrutural, os terminais não deverão deixar de ser suporte para o transporte público por um bom tempo. A integração temporal, mais efetiva após a criação do sistema Bilhete Único (BU), não excluirá a integração física, mas poderá remodelar as características de oferta e demanda. A mudança já pode ser constatada através da formação de pontos estratégicos para embarque e desembarque em avenidas com grande concentração de linhas e usuários.

Avenidas como 13 de Maio, Imperador, da Universidade, Bezerra de Menezes e Aguanambi, e bairros como José Walter e Conjunto Esperança estão na lista dos pontos que podem virar “pequenos terminais”. O chefe da Divisão de Operação da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), Raimundo Rodrigues, afirmou que as mudanças logísticas das linhas poderão acontecer já no primeiro semestre de 2015. “Como vai haver um redimensionamento de linhas, de ônibus e vans, além da implantação de novos corredores... Essa situação pode sim acontecer”, disse. 

Mais opções 
Para que a liberdade de trajetos seja mais intensa, Fortaleza precisará contabilizar quantas pessoas vão para quais destinos e estruturar os principais locais de parada. O professor do Departamento de Engenharia de Transportes (DET) da Universidade Federal do Ceará (UFC), Mário Azevedo, considera que o BU é uma forma de monitorar e ver o que acontece no transporte público. “Com esse sistema, o controle é feito na catraca, diferente dos terminais, onde as pessoas não entram pela porta traseira do ônibus”, explicou. 

O monitoramento de origem e destino dos usuários poderia ser reforçado também caso os terminais funcionassem de forma aberta, de acordo com o professor. “Tem gente que argumenta do perigo, mas aí seria misturar os canais, deixar de trazer um benefício por causa da segurança pública, que deveria ser garantida. Além da contagem mais precisa, eliminaria os portões dos terminais, que dificultam as manobras dos ônibus”, detalhou Mário. Ele ressaltou a falta de espaço nos equipamentos de integração e destacou a necessidade de racionalizar as linhas juntamente com as intervenções estruturais.

2.064 ônibus circulam diariamente nos terminais de Fortaleza
Com informações: O Povo

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