sexta-feira, 13 de junho de 2014

Fortaleza: MPT do Ceará quer explicação sobre campanha salarial de motoristas

O procurador regional do trabalho Francisco Gérson Marques de Lima, do Ministério Público do Trabalho (MPT),  notificou o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Ceará (Sintro) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) para prestar esclarecimentos acerca do impasse das negociações da campanha salarial de motoristas e cobradores de ônibus de Fortaleza. 

No despacho, o procurador solicita dos sindicatos as respectivas minutas e propostas de Convenção Coletiva de Trabalho, com as respectivas Atas das Assembleias que autorizaram a pauta de reivindicação e demais deliberações, referentes à data-base de 2014.  Nesta quarta-feira (11), os trabalhadores votaram um indicativo de greve da categoria a partir de segunda-feira (16).

De acordo com o MPT, serviço de transporte coletivo é considerado essencial pela Lei de Greve, em razão da sua relevância para a sociedade. No despacho, o procurador comenta que “os exemplos das greves no setor de transporte no país nos últimos dias, com violência e transtornos à população, sugerem que o MPT adote providências urgentes no sentido de auxiliar na resolução do conflito e adotar as providências extrajudiciais e judiciais que o caso requer”.

O sindicato que representa os trabalhadores reivindica 15% de aumento salarial; mudança do vale-refeição de R$ 9 para R$ 12; cesta básica de R$ 80 para R$ 120; discussão sobre a jornada de trabalho; e cobertura de 100% do plano de saúde. Já o Sindiônibus oferece 6,67% de reajuste dos salários; vale-refeição de R$ 9 para R$ 9,50; cesta básica de R$ 80 para R$ 85.

Percentual mínimo
Em caso de greve de motoristas e cobradores, o Sindiônibus já entrou na Justiça do Trabalho com um pedido para que seja garantido um percentual de 80% de ônibus circulando nos horários de pico em caso de greve dos trabalhadores. A informação é do presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira. Outra liminar, já em vigor, impede que os trabalhados do transporte coletivo façam manifestações nas portas das garagens das empresas para impedir a circulação dos coletivos. “A justiça também determinou que os trabalhadores se abstenham de fechar os terminais”, explica.

Paralisações
Em 29 de maio, motoristas e cobradores do transporte coletivo fecharam os sete terminais de ônibus de Fortaleza. A manifestação teve início após os trabalhadores serem informados de que um motorista e um cobrador haviam sido esfaqueados durante um assalto à noite, na Avenida Osório de Paiva, no Bairro Siqueira. O motorista Francisco Erivaldo Marinho, de 55 anos, morreu. Houve tumulto no terminal Siqueira, os trabalhadores exigiam mais segurança para a categoria. Apesar de retornarem o trabalho dois dias depois, voltaram a realizar paralisações pontuais pela campanha salarial.
Com informações: G1 Ceará

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