domingo, 22 de junho de 2014

Fortaleza: Paradas do transporte complementar estavam lotadas e com muitas reclamações dos passageiros

Quem precisou sair de casa para trabalhar ou resolver alguma coisa, principalmente, no Centro de Fortaleza e é usuário do transporte complementar de passageiros enfrentou longa espera ou desistiu e preferiu trafegar nas linhas normais de ônibus. Com a frota reduzida em pelo menos 50%, o sábado foi complicado para os usuários do serviço. 

O comerciário José Jesuíno da Silva foi um deles. “Estou na parada há quase uma hora e meia e nada da van. Já telefonei para o trabalho avisando que vou andar até a parada de ônibus normal, passar pelo Terminal do Papicu, pegar outro ônibus para chegar. É prejuízo para mim, sim”, reclama ele. 

A estudante Karla Maria Oliveira foi outra que aguardava a van no Centro para ir o Benfica e reclamou bastante. “Tinha aula, mas já desisti. Se eles lutaram tanto para ter a sua regulamentação e agora entram em greve, prejudicando tanta gente, acho que deveriam pensar melhor”. 

Já o porteiro Francisco Brígido, que estava com sua filha, Ana Júlia, na parada da Praça do Liceu, depois de meia hora, desistiu e preferiu ir a pé. 

O presidente do Sindicato dos Empregados em Transporte Alternativo de Fortaleza (Sintraafor), Valdênio Aguiar, reafirmou que neste sábado foi cumprido 60% da frota nas ruas no período de pico e 30% nos demais horários, conforme decisão liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na última quinta-feira. 

“Estamos conversando com a categoria sobre a solicitação de uma audiência pública na Câmara Municipal de Fortaleza para cobrar melhores condições de trabalho”, disse ele. 

Os trabalhadores reclamam atraso de pagamento do salário, o não recebimento do FGTS e INSS há cinco meses, condições precárias de trabalho, com veículos sem vistoria. Conforme o Sintraafor, 50% dos carros estão sucateados. Já a Cootraps afirma que fez investimento de R$ 3 milhões para aquisição de 15 novos veículos. 

O presidente do Sindicato dos Permissionários Autônomos de Veículos em Transporte Público Alternativos de Fortaleza (Sindvans), Afonso Barbosa, informou que na paralisação da última sexta-feira, houve atitude considerada anti-sindicalista por parte do Sintraafor. 

Segundo ele, mesmo sem violência, representantes do sindicato foram até os pontos finais das vans, ameaçaram os motoristas e trocadores em serviço e obrigaram os usuários a desceram do transporte. “Isso caracteriza falta de ética sindical e vamos registrar no Ministério Público Estadual para que haja a apuração dos fatos”, afirmou. 

Barbosa disse que as reivindicações da categoria não têm razão de existir. “Até porque das três ações na Justiça do Trabalho, uma já foi arquivada e duas estão sendo investigadas. É aguardar os fatos para depois, se necessário, agir. Eles fizeram o contrário e isso vem prejudicando muita gente e até a própria maior parte da categoria que quer trabalhar”, criticou.
Fonte: Diário do Nordeste

Atualmente, de acordo com dados do Sindvans, a frota é composta por 336 veículos no transporte complementar de Fortaleza. São 16 linhas e 1,2 mil operadores de sistema.

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