quarta-feira, 16 de julho de 2014

Fortaleza: Readequação do transporte público diminuirá emissão de gases tóxicos

Para melhorar o transporte público de Fortaleza, desde segunda ocorre uma readequação em frotas de ônibus e vans. 10 topiques da Linha 711 foram substituídas por 14 coletivos, fato que, conforme a Prefeitura, aumenta de 400 para 1.120 a capacidade de transporte de passageiros nesse trajeto. Outras oito linhas de ônibus também serão modificadas, sendo trocadas por topiques, que entrarão nos terminais do Conjunto Ceará, Lagoa e Antônio Bezerra.  A medida, segundo a Prefeitura, não deve impactar de forma negativa o meio ambiente com aumento de emissão de carbono, pois além de fortalecer o transporte coletivo, inicialmente não serão adicionados novos veículos à frota já existente.

"Trata-se de uma reorganização. Verificamos linhas que tinham muitos locais disponíveis para uma demanda pequena, e realocamos esses lugares para onde é realmente necessário”, explica o titular da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos, Luiz Alberto Sabóia. Segundo ele, vários projetos da Secretaria são feitos em parceria com a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), mas a realocação não foi um deles. Ainda assim, acredita que a medida é benéfica, pois ao fortalecer o transporte público, é criada oportunidade de diminuir a quantidade de veículos nas ruas, ocasionando menos poluição.

Das empresas que realizam o transporte urbano em Fortaleza, apenas uma possui a certificação ISO 14001, que se refere à implantação de um Sistema Gestão Ambiental (SGA) nos processos internos das empresas e organizações. Questionado se esse tipo de certificação não deveria ser um pré-requisito para que o serviço fosse prestado na Capital, o secretário admitiu que o transporte público tem falhado ao não atentar a essas questões. "Sim, é verdade. Precisamos debater esse tema com mais força”, disse.

Ônibus modernos são menos poluentes
Embora a certificação ambiental não seja pré-requisito para a prestação do serviço de transporte público em Fortaleza, segundo o presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) Antônio Ferreira, a condição dos veículos que integram a frota, inspeções regulares da Etufor e a própria qualidade do óleo diesel fornecido pelo Petrobras ajudam a diminuir a emissão de gases tóxicos na atmosfera. "A Etufor tem adquirido novos veículos que já saem da fábrica atendendo exigências que prezam pelo meio ambiente. Além disso, nós estimulamos a certificação”, afirmou.

Outro fator apontado por Ferreira é o de que todas as empresas de Fortaleza seguem o Despoluir – Programa Ambiental do Transporte, criado pelo Confederação Nacional do Transporte (CNT) e o Sest Senat em 2007, e que é "destinado a promover o engajamento de transportadores, caminhoneiros autônomos, taxistas e sociedade em ações de conservação do meio ambiente, como forma de colaborar para a construção de um modelo sustentável de desenvolvimento”.

Estratégias do Inventário de Emissões de Gases
Segundo a titular da Seuma, a urbanista Águeda Muniz, as estratégias para atingir as metas do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Inventário de GEE) em Fortaleza devem ficar prontas até 2015. Além dessa medida, a Secretaria também está trabalhando em estratégias de redução dos gases do efeito estufa para os BRT’s (Bus Rapid Transit, sigla em inglês) ou Transporte Rápido por Ônibus (os já conhecidos corredores exclusivos de transporte público), principalmente aqueles que integram o Transfor.
Com informações: O Estado

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