quinta-feira, 24 de julho de 2014

Grandes marcas: Carrocerias Eliziário – Parte 4

Por Clube do Ônibus Antigo Brasileiro
No começo dos anos 60, algumas pequenas novas empresas estavam surgindo e para se manter na frente Eliziário consulta seus fiéis frotistas que necessitavam de um carro diferenciado. O empresário Humberto Albino Bianchi da Viação Minunano sugeriu o uso de uma de suas invenções, a " poltrona leito " . Foi então, mais precisamente no ano de 1962, ano do Bi- Campeonato da Seleção Brasileira, em homenagem à mesma é lançado o modelo " Bi - Campeão " nas configurações urbano, rodoviário e rodoviário super luxo, derivando assim nas séries I, II e III.

O Bi- Campeão teve um toque revolucionário sob os conceitos de carroceria, seu visual era inovador  e seus acessórios e componentes eram inéditos. O veículo começou a ser produzido ainda um pouco pesado, cerca de 3.300 Kg na versão rodoviária e 2.700 Kg, na versão urbana para 32 passageiros. A qualidade era insuperável, suas linhas, seu charme, as novas disposições de decoração interna e a lista de opcionais, faziam do Bi - Campeão a carroceria com melhor custo benefício, deixando assim novamente a Eliziário em posição privilegiada. A proposta do lançamento era tanta, que mesmo sem ter saído um único veículo da linha de montagem, a empresa paranaense N. Sª da Penha, já havia encomendado 60 veículos, e em 1964 mais 40 veículos foram adquiridos, totalizando 100 unidades de Bi - Campeões em sua frota.

O sucesso foi tão grande que a Viação Minuano adquiriu logo de cara 20 unidades na configuração rodoviário Super Luxo Leito, sob chassi Scania-Vabis B-75 renovando a sua frota, deixando-a mais charmosa e com um toque inovador.

Em 1965, a Carrocerias Eliziário detinha 54% do mercado nacional de ônibus no território brasileiro, os concorrentes da época eram marcas de peso como Nicola, Grassi, Incasel, Ciferal e Mercedes-Benz, sendo que a Fabus, registrou entre os anos 50 e 70 cerca de 20 encarroçadoras registradas. Os transportes por ônibus cresciam na medida em que as cidades se desenvolviam economicamente e em número de população, o que significava que as pessoas precisavam ser transportadas, ou seja, o mercado exigia ônibus.

Algumas encarroçadoras enfrentavam problemas administrativos e outras foram incorporadas por maiores, como a Metropolitana que foi comprada pela Caio em 1977. A disputa era grande, mas a Eliziário se destacava pela qualidade dos produtos, mesmo sendo caros, se destacavam em conforto, luxo, acabamento e qualidade. Considerada como fonte de inovações em transportes, a empresa procurava se manter sempre a frente das demais, mas a Irmãos Nicola, concorrente da cidade de Caxias do Sul ganhava mais e mais espaço no mercado brasileiro.

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