quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Marcopolo comemora 65 anos de operações

Por Fortalbus
Hoje, a Marcopolo completa 65 anos de atividades e para comemorar, a encarroçadora de ônibus, considerada uma das maiores do mundo, promoverá ações em todas as suas fábricas no Brasil, entre elas, exposição itinerante, o Prêmio Honra ao Mérito e homenagens pelo Dia do Colaborador.

A exposição itinerante apresentará a história da empresa com sede em Caxias do Sul (RS) a partir do histórico ônibus Nicola, de 1967, que circulará pela cidade em diversos pontos, como a Praça Dante Alighieri, a Universidade de Caxias do Sul, nas fábricas da empresa nos bairros de Ana Rech e Planalto, além da Câmara Municipal de Vereadores, o campus da Faculdade da Serra Gaúcha, estação rodoviária e o parque Getúlio Vargas. 

A história da Marcopolo começou a ser escrita em 1949, em Caxias do Sul/RS, pelas mãos daqueles que acreditaram e ainda acreditam que a inovação é o caminho para o progresso. Desde a fundação em um pequeno galpão, quando ainda era chamada Nicola & Cia., os idealizadores da Marcopolo traçaram uma meta: investir de forma contínua em aprimoramento, tecnologia e expansão. Visão que contribuiu para que a Marcopolo se transformasse em referência mundial no encarroçamento de ônibus, com mais de 350 mil unidades produzidas.

Em 65 anos a Marcopolo passou por muitas fases, mas com característica única: a combinação de soluções inovadoras com a mais moderna tecnologia à disposição de seus clientes, o que faz com que, até hoje, seus produtos sejam direcionados às necessidades específicas de cada um. São centenas de opções em ônibus rodoviários, urbanos e micros.

Com 40% de participação no mercado nacional a empresa teve receita líquida de R$ 2,5 bilhões em 2008 e produção de 21 mil 811 unidades em todo o mundo. Emprega 13,6 mil funcionários – 10,6 mil deles em território nacional nas linhas de duas fábricas em Caxias do Sul, uma no Rio de Janeiro e outra em Curitiba. E opera em outros nove países: África do Sul, Argentina, China, Colômbia, Egito, Índia, México, Portugal e Rússia.

A empresa começou suas atividades de forma artesanal, demorando até noventa dias para entregar uma unidade que, à época, usava madeira como principal matéria-prima. Sem engenheiros para projetar as carroçarias os sócios abusavam da criatividade, medindo as peças de madeira à mão porque não havia instrumentos adequados. A montagem dos chassis era outro drama.

"Nada sabíamos do assunto. Só sabíamos pintar", recorda Paulo Bellini, um dos fundadores da empresa hoje conhecida como Marcopolo, líder na fabricação de carroçarias de ônibus no mercado brasileiro e uma das marcas mais prestigiadas, e prestigiosas, do mundo dos transportes.

Apesar dos apertos a Nicola era uma das poucas a fabricar ônibus. Cresceu rapidamente e precisou mudar para instalações mais amplas. Em 1957 inaugurou a fábrica do Jardim Planalto, com 3 mil m2, e produziu 237 carroçarias em aço. A mudança não foi um mar de rosas.

"Foi uma espécie de aventura", conta o Paulo Bellini, "pois não tínhamos capital suficiente. Na construção do primeiro pavilhão uma parte estava com piso de concreto e outra com chão batido quando acabou o dinheiro. O que fazer? Tivemos de atrasar títulos de fornecedores e renegociar prazos, mas conseguimos dar a volta por cima com muita produção."

Em dez anos acumulou produção de seiscentas carroçarias e nos anos 60 iniciou exportações para o Uruguai. Hoje vende para mais de cem países nos cinco continentes. Em 1965 a saída dos fundadores Doracy e Nélson Nicola parecia ser um ponto de abalo, mas, ao que parece, serviu para impulsionar ainda mais o ânimo dos que ficaram. A Nicola foi transformada em Sociedade Anônima e passou a participar de importantes eventos do setor.

No Salão do Automóvel de 1968, por exemplo, lançou uma carroçaria com a denominação Marcopolo – referência ao viajante italiano. O produto fez tanto sucesso que, em 1971, virou nome da própria empresa. Naquele mesmo ano um acordo com a encarroçadora venezuelana Ensamblaje Superior para o fornecimento de carroçarias em CKD fez da indústria caxiense a primeira empresa brasileira a exportar tecnologia no segmento de ônibus.

Em 1972 a carroçaria modelo Marcopolo chega à segunda geração e começa a produção de micro-ônibus. Em 1974 foram apresentados o rodoviário Marcopolo Geração 3 e o urbano Veneza Expresso. Em 1978 chegaram as carroçarias Sanremo e Marcopolo 3 SE e o ônibus articulado rodoviário. No trigésimo aniversário, em 1979, o primeiro trólebus da marca.

A década de 80 também foi marcada por lançamentos importantes: Geração 4 dos ônibus rodoviários Paradiso, os rodoviários Viaggio e Strada, o urbano Torino e o micro Senior. Em 1986, de maneira inovadora e por inspiração de Paulo Bellini, foi adotado o Sistema Marcopolo. A organização de trabalho passou a ser baseada na filosofia japonesa de administração e produção, visando a melhorar ainda mais o ambiente profissional. Em 1988, em parceria com Stewart & Stevenson, do Texas, passou a exportar para os Estados Unidos o micro S&S. A constituição da Marcopolo Indústria de Carrocerias em Coimbra, Portugal, marca sua presença na Europa, em 1991.

Em 1998 lança o minibus Volare e cria a Marcopolo Latinoamerica em Rio Cuarto, Córdoba, Argentina. Em 1999, funda a Polomex em Águas Calientes, México. A Marcopolo encerrou o milênio com o lançamento da Geração 4 dos ônibus rodoviários e a constituição da Superpolo em Bogotá, Colômbia, e da Marcopolo South Africa, em Pietesburg, África do Sul.

No século 21 seguiu em direção à China, onde estabeleceu contrato de transferência de tecnologia para a cidade de Chanugzson em 2001.

Três anos depois inaugurou nova linha na fábrica Ana Rech, em Caxias do Sul. Também em 2004 tornou suas unidades independentes: negócio Ônibus, com as marcas Marcopolo e Ciferal, negócio LCV, com a marca Volare, negócio Peças & Componentes com as marcas já consagradas, e negócio Produtos Plásticos com MVC.

Em 2006 anunciou joint venture com a indiana Tata Motors para produzir ônibus lá. Associa-se à Ruspromauto na Rússia. Em 2009 começa a construir segunda unidade na Índia, também em parceria com a Tata. É projeto ousado: quando estiver operando em 2013, com uma capacidade de 25 mil unidades ao ano, deverá ser a maior fábrica de ônibus do mundo, com 4 mil trabalhadores e receita de US$ 400 milhões. A hoje grife Marcopolo tem como tradição renovar suas gerações de ônibus, em média, a cada oito, nove anos. Seguindo nessa linha a partir de agosto começaram a circular aqui e lá fora os novos modelos da Geração 7 de ônibus rodoviários Paradiso 1050 e 1200 e Viaggio 900 e 1050.

Por meio de investimentos constantes em design e tecnologia, a Marcopolo produz soluções que contribuem para o desenvolvimento do transporte coletivo de passageiros. Atualmente, a empresa é a líder do mercado brasileiro no segmento ônibus e posiciona-se entre as maiores fabricantes do mundo. Com fábricas nos cinco continentes, os veículos produzidos pela empresa rodam nas estradas de mais de cem países.

Parabéns Marcopolo!

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