sábado, 2 de agosto de 2014

Volvo Bus desenvolve “Programa Mobilidade Volvo”

Quanto mais carros são vendidos no Brasil, mais se torna impossível circular com eles nas grandes cidades. O resultado é que 11% dos brasileiros passam mais de duas horas diárias se transportando entre casa e trabalho. Foi baseada nesses paradoxos – e também na possibilidade de vender mais dos seus ônibus urbanos – que a Volvo Bus criou, no início desse ano, o “Programa Mobilidade Volvo”. Através desse programa, a divisão de ônibus da marca sueca realiza debates sobre transporte coletivo em cidades brasileiras de médio e grande porte. Uma das principais propostas é qualificar as iniciativas em termos de mobilidade de acordo com as necessidades de cada centro urbano. Agora, a Volvo Bus está lançando o guia “Mobilidade Inteligente”, um livro destinado a autoridades municipais, gestores de transporte, empresas operadoras e profissionais interessados em mobilidade. “A ideia foi criar um material de referência para os que precisam avaliar quais as alternativas de transporte público em suas cidades”, explica Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America.

A publicação mostra algumas das questões fundamentais do transporte urbano nas grandes cidades e compara as características de sistemas de transporte de média e de alta capacidades, como metrô, VLT – veículo leve sobre trilhos – e BRT –  “bus rapid transit” ou ônibus de trânsito rápido –, onde os ônibus circulam por vias expressas exclusivas e a cobrança de tarifa é feita nas estações, fora dos veículos. “O modelo ideal é o que responde mais rapidamente às necessidades dos passageiros e consome a menor quantidade de recursos, tanto na implantação quanto na operação”, pondera o engenheiro especialista em mobilidade Ayrton Amaral, responsável pelo “Programa Mobilidade Volvo” e organizador do guia “Mobilidade Inteligente”. “Chamamos de ‘Mobilidade inteligente’ porque o objetivo é fazer pensar”, justifica Ayrton.

A Volvo participou da implementação dos principais BRTs da América Latina, desde que forneceu nos anos 80 os primeiros articulados para o sistema de transporte de Curitiba. Os veículos articulados e biarticulados da marca estão presentes no Transmilênio, em Bogotá, na Colômbia, considerado o BRT com maior capacidade de passageiros do mundo. Também são utilizados no Metrobus de Goiânia, na RIT de Curitiba, no Transantiago de Santiago do Chile, no TransCarioca do Rio de Janeiro, no Move de Belo Horizonte e no BRT de Recife. Hoje, de cada três ônibus circulando em linhas BRT na América Latina, dois são Volvo. Assim, não chega a ser surpreendente que o guia “Mobilidade Inteligente”, desenvolvido pelo “Programa Mobilidade Volvo”, aborde com fartura de detalhes as vantagens dos sistemas baseados em ônibus. “O BRT pode utilizar as vias existentes, com alguns ajustes, oferece flexibilidade de rotas e pode chegar mais perto das casas das pessoas. E ainda tem custos de implantação e operação muito menores que os dos sistemas sobre trilhos”, contabiliza o responsável pelo “Programa Mobilidade Volvo”.

Uma das estatísticas mais impressionantes que aparecem no guia “Mobilidade Inteligente” mostra que, para transportar mil pessoas de um lado para o outro de uma grande cidade, podem ser usados 250 automóveis, 12 ônibus comuns, seis ônibus articulados ou apenas quatro ônibus biarticulados – no caso, com os coletivos circulando com lotação completa de passageiros, sentados e em pé. Além disso, a área ocupada pelos 250 carros nas ruas seria 12 vezes maior que a ocupada pelos quatro ônibus biarticulados. Sobre os custos de implantação, outro gráfico revela que, com R$ 5 bilhões, é possível construir 10 km de metrô, 50 km de VLT ou 200 km de sistema BRT. E que o custo por passageiro transportado é 20 vezes maior no metrô do que no BRT. No caso do VLT, o custo por passageiro é quadruplicado em relação ao BRT.

Nos workshops realizados dentro do “Programa Mobilidade Volvo” são avaliados o padrão de mobilidade das cidades, os desafios existentes, os projetos em execução e os planejados, e as necessidades ambientais. A partir dessa avaliação são discutidas com o poder público e os gestores de transporte urbano locais as soluções integradas de mobilidade que sejam econômica e ambientalmente sustentáveis. “Quando o transporte de qualidade chega a uma região, ele dirige para lá o crescimento das cidades”, avalia Pimenta, presidente da Volvo Bus.

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