domingo, 17 de agosto de 2014

Volvo: Embarcando na tecnologia de um ônibus biarticulado

A cara do modelo de transporte coletivo de Curitiba, copiado em várias partes do mundo, surgiu com a vinda da primeira fábrica de ônibus da Volvo no Brasil. Atraída pela proximidade do porto de Paranaguá e do parque de autopeças de São Paulo, a empresa sueca começou a produzir na recém-inaugurada Cidade Industrial de Curitiba, em 1979. Foram os técnicos e engenheiros da Volvo Bus Latin America que trouxeram do exterior o primeiro modelo de ônibus articulado para o país – solução ideal para o sistema idealizado pela prefeitura da capital paranaense no fim da década de 1970. O objetivo, na época, era transportar um número grande de pessoas, de forma integrada e usando as vias estruturais desenhadas para interligar os quatro cantos da cidade.

Em 1991, com o sistema curitibano vivendo dias de sobrecarga, a Volvo teve outra participação fundamental. Criou aqui o chassi para o primeiro ônibus biarticulado do Brasil, capaz de levar cerca de 270 pessoas – bem mais que as 80 dos ônibus convencionais. A solução, que veio acompanhada das estações-tubo e dos Ligeirinhos, funciona até hoje. Sozinho, um modelo biarticulado carrega uma média de três mil pessoas por dia na megalópole de São Paulo.

O ônibus biarticulado (modelo B340M) é o carro-chefe das operações da Volvo nas grandes cidades da América Latina. Esses gigantes de 20 a 30 metros de comprimento e capacidade para carregar o triplo de passageiros dos ônibus convencionais são parte da solução ideal para um transporte eficiente nos centros urbanos, mas exigem, em contrapartida, mais planejamento.

As proporções avantajadas também resultam em altos custos de manutenção e combustível que só se justificam se o veículo é usado nos horários e linhas de grande volume.

É por isso que a maioria dos ônibus biarticulados atua em linhas troncais que ligam regiões das cidades e redistribuem os passageiros para linhas menores. Esse sistema chamado de BRT (Bus Rapid Transit) exige corredores exclusivos para ônibus com grandes proporções e uma estação central responsável pela distribuição dos passageiros.

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