quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A difícil tarefa de andar de ônibus em Fortaleza

Tudo começa com a longa espera pelo coletivo, que devido ao caótico trânsito da cidade, deve estar engarrafado em algum ponto, muito embora tenha horário, previamente e inutilmente estabelecido, a cumprir. Assim, é comum se perder tempo precioso, a espera de um ônibus, pois independente de onde se vá, sempre se chega com atraso no trabalho, no médico ou em qualquer outro compromisso.

Após muitos minutos de espera, quando o coletivo finalmente chega, já está tão cheio de passageiros que muitas vezes, até mesmo a tentativa de ir na porta, é frustrada e o jeito é esperar pelo próximo. E isso envolve mais tempo perdido, mais estresse. E quando o transporte finalmente chega, não tem jeito, é se aventurar mesmo, fechar os olhos, encher os pulmões de ar, testar seus músculos e, com muita fé em Deus, forçar bravamente a entrada e procurar se manter dentro do coletivo, o que não é muito difícil porque o aperto é tão grande que, sequer você consegue se mexer ou simplesmente respirar.

Uma vez dentro do veículo, a situação é menos desesperadora, basta que visualize aquela passageira gorda e sortuda que diariamente vem sentada no mesmo lugar e que desce no meio do caminho. Com sorte e usando da força bruta, você conseguirá chegar até ela, se agarrar fortemente à cadeira e, logo que ela desça, se aboletar vitoriosa e incontinente em seu assento.

A partir de então, a viagem será longa e calma, e pode ser bem cultural ou não, você só precisa gostar de ler e ter um bom livro dentro da sua bolsa, pois até chegar a seu destino, terá tempo de lê-lo inteirinho. Isso sem contar que não haverá nenhum contratempo dentro do ônibus, como por exemplo, um ladrão adentrar sorrateiramente dentro do coletivo e sob a mira de uma faca ou de um revólver, render toda a “tripulação” e fazer “um limpa” em todos os passageiros. Aí sim, a aventura será completa!
Por Lúcia Mapurunga

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