quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Funcionários e passageiros reclamam de descaso com Terminal do Siqueira

O Terminal do Siqueira protagonizou uma grande manifestação contra a violência em maio deste ano. Após o assassinato do motorista Francisco Erivaldo Matias Marinho, companheiros de profissão paralisaram, por dois dias, a circulação de ônibus no local exigindo mais segurança. Mas passageiros e funcionários garantem que os problemas no terminal vão além da insegurança, e que já é comum conviver com a falta de higiene e com o risco de acidentes.

O mau cheiro que vem das extremidades do terminal incomoda. A costureira Marilene Costa, 38, diz que há meses o odor piorou e ninguém controla a situação. “Os próprios motoristas urinam por trás dos ônibus. É uma falta de respeito, não somos obrigados a conviver com esse fedor”. Marilene desce todos os dias no terminal. Ela acrescenta que já foram feitas várias reclamações na administração do espaço, mas nenhuma solução foi tomada.

Temendo represálias, funcionários preferem não se identificar. Cerca de quatro motoristas assumem que eles mesmos urinam atrás do estacionamento dos ônibus, mas que isso só acontece porque falta estrutura. “Só tem um banheiro minúsculo para o terminal inteiro. Centenas de pessoas trabalham aqui, você acha mesmo que um banheiro com três boxes é suficiente?”, lembra um motorista.

Outra queixa é a falta de grades que separem as vias para embarque, desembarque e estacionamento dos ônibus, como acontece no Terminal do Papicu, o que pode ocasionar acidentes. “A gente já desce do ônibus apreensivo porque pode entrar outro pra desembarque sem que a gente perceba. Isso é ruim pra gente e pro passageiro”, afirma outro motorista.
Com informações: O Povo

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