domingo, 2 de novembro de 2014

Assaltos a ônibus caem 63% na Grande Fortaleza

Setembro foi o mês que registrou a menor quantidade de assaltos a ônibus na Grande Fortaleza, em 2014. Ao todo, 96 ações foram contabilizadas pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Fortaleza (Sindiônibus). Em média, foram três ocorrências por dia. Em uma comparação com o mesmo período do ano passado, houve redução de 63%.

Já levando em consideração os nove primeiros meses do ano (de janeiro a setembro), a queda nas ações foi de 26%, em relação ao mesmo período de 2013. Nesse intervalo, 1.383 assaltos foram contabilizados na região. O ano passado acumulou 1.869 casos no período.

Entretanto, apesar de expressiva, a redução não foi suficiente para causar uma sensação de segurança para passageiros e trabalhadores do transporte público que conversaram com a reportagem.

“Rapaz, se diminuiu, eu não sei onde foi. Porque todos os dias a gente sabe de assaltos aos colegas. Na linha que eu rodo, inclusive, quem manda são os criminosos. Quando estão de bom humor, eles sobem e dizem: ‘E aí, cobrão (cobrador), posso pular ou quer que eu assalte?’ isso acontece todos os dias nos carros que passam por bairro como a Bela Vista, o Genibaú e o Siqueira. Não melhorou nada”, desabafou um motorista que se preparava para sair do Terminal da Parangaba.

No local, guardas municipais e policiais militares monitoravam a entrada e a saída de pedestres. Ainda assim, segundo os passageiros, é comum situações de briga e furto cometidos por usuários de drogas que passam o dia no local. “Eles brigam por tudo. Moedas, comida. Alguns deles costumam pegar o ônibus aqui dentro só pra assaltar o pessoal lá fora”, contou a funcionária de uma lanchonete que não quis ser identificada.

Terminal da Lagoa
No Terminal da Lagoa, funcionários se queixaram da mesma situação. “Os criminosos vêm de longe, pagam pra entrar no terminal e apanham o ônibus aqui dentro. Eles fazem isso porque nós que rodamos nos bairros já conhecemos eles e muitas vezes não paramos. Daí eles se misturam com a multidão das filas pra entrar e acabam nos assaltando do lado de fora. Uma vez um colega percebeu e avisou os policiais. Eles não fizeram a abordagem e o carro foi assaltado no José Walter”, contou outro motorista. “Eles deviam abordar as pessoas nas filas”, sugeriu uma passageira.
Com informações: O Povo

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