terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Fortaleza: Usuários reclamam da insegurança nos terminais de ônibus

Aguardar a chegada dos ônibus nos terminais de Fortaleza tem se tornado uma experiência cada vez mais preocupante. Cada pessoa que precisa esperar os coletivos nesses locais tem uma história diferente sobre assaltos e furtos que presenciaram dentro dos terminais. A situação se torna ainda mais alarmante, pois, embora os crimes sejam relatados com frequência, o número de policiais presentes nos sete terminais de ônibus é quase imperceptível perante os mais de 1,1 milhão de passageiros que circulam por eles diariamente.

A reportagem compareceu a três terminais. No terminal de Messejana, ainda com grande movimentação por volta das 20h, a população reclama da continuidade dos crimes, principalmente no entorno do local. "Aqui tem muito roubo. Há poucos dias uns bandidos levaram uma moto bem aqui do lado do terminal. Mas tem muitos viciados em drogas que também entram aqui e roubam as pessoas", conta a vendedora ambulante Alice Sousa.

A falta de policiamento é uma das maiores reclamações. "A Guarda Municipal não fica sempre nos terminais, então os bandidos aproveitam no horário em que eles não estão aqui. Não é só no terminal de Messejana. Em todos esses casos sempre acontecem", conta o motorista de ônibus Paulo Ferreira.

No terminal do Siqueira, às 20h30 a circulação de pessoas é ainda muito grande. No entanto, apenas dois policiais foram vistos em serviço no local. Uma passageira, que não quis se identificar, informou já ter sido abordada por um assaltante com uma faca dentro do terminal. "Ele levou meu celular e depois ainda roubou outras duas pessoas depois de mim. Eles não se intimidam em fazer isso na frente de todo mundo. A gente quase não vê policial por aqui", conta.

No terminal da Lagoa, onde não foi visto nenhum policial trabalhando, os usuários de transporte público também se sentem inseguros. "Aqui é quase todo o dia, talvez seja o terminal mais perigoso. Os marginais tomam as bolsas e celulares e entram correndo nos ônibus. Muitos dos criminosos já são conhecidos, mas geralmente são adolescentes. A Polícia quase não aparece e, quando vem, não faz nada", indigna-se a telefonista Luciana Medeiros.
Com informações: Diário do Nordeste

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