sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A difícil acessibilidade dos usuários nos ônibus de Fortaleza

Complicada é a situação de quem tem necessidades especiais que utiliza o transporte coletivo de Fortaleza. A dona de casa Ana Maria Damásio tem um filho de 11 anos com paralisia cerebral e precisa constantemente se deslocar pela cidade com o menino. Mesmo considerando que os elevadores dos ônibus adaptados têm funcionado bem, a qualidade do serviço deixa a desejar. "Tenho seis amigas que pararam o tratamento dos filhos por causa de transporte", lamentou.

Ana Maria também denuncia o descaso de alguns motoristas que não param quando veem a cadeira de rodas. Apesar de morar no Mondubim, a dona de casa vai ao Terminal do Siqueira para pegar um ônibus até a Cavalaria da Polícia Militar no Cambeba. "Quando eles percebem que tem a cadeira de rodas, passam pela faixa da esquerda", destaca.

Para quem usa o transporte coletivo no período da noite, as reclamações são similares. Por volta das 18h, não é difícil observar paradas cheias de pessoas que precisam dos ônibus para locomoção e têm de enfrentar esperas longas e lotação.

"Eu costumo pegar o Campus do Pici/Unifor, mas já me acostumei a pegar ônibus lotado sempre. Fora que demora muito para passar, às vezes, quase uma hora. Quando passa, não tem condições de a gente pegar, de tão cheio. São os principais problemas dos ônibus atualmente, a lotação e a demora. Fora esse aumento da passagem, que eu não acho certo. Já que aumentou, teria pelo menos que colocar mais ônibus na cidade", opina o técnico em computação Lucian Salgado.

Outros usuários compartilham do mesmo pensamento. A auxiliar administrativa Alexandra Silva, por exemplo, reclama que os coletivos estão lotados mesmo em horários mais tardios. "Sempre que volto da faculdade, por volta das nove horas da noite, pego o Siqueira/Papicu e ele ainda vem cheio de gente. Acredito que as condições deveriam ser melhores, ainda mais agora que aumentou a passagem", avalia Alexandra.
Com informações: Diário do Nordeste

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