domingo, 11 de janeiro de 2015

BNDES tem novas regras para financiamento de ônibus elétrico

O BNDES publicou nesta semana as novas regras para financiamento de ônibus híbridos e elétricos, por meio da circular nº 01/2015, com taxas de financiamento e carência mais atrativas do que as oferecidas para veículos movidos a diesel. Os fabricantes desses modelos estão otimistas e acreditam que o mercado deve reagir positivamente diante das novas condições de financiamento.

A taxa de juros do financiamento varia de 9,5% a 10,0% para os ônibus a diesel e de 6,5% a 7,0% para os ônibus híbridos e elétricos. O prazo de pagamento é de 72 meses para a produção dos veículos a diesel e de 120 para o segmento de elétricos. A carência também é bem superior para os ônibus híbridos e elétricos, 48 meses. Para os ônibus a diesel, 6 meses.

“Sem sombra de dúvida, é um grande incentivo à introdução da tecnologia de ônibus elétrico”, ressalta Iêda Maria Alves Oliveira, gerente comercial da Eletra, empresa 100% nacional pioneira na produção de ônibus elétricos.

Para Iêda, as novas regras apontam grandes oportunidades para o setor, ampliando as possibilidades dos municípios de adotar sistemas de transporte sustentáveis. “Os investimentos em ônibus elétricos vão contribuir para enfrentar os problemas vividos principalmente por grandes cidades como São Paulo. A capital paulista tem quatro mil mortes por ano por causa da poluição atmosférica. Investimento em ônibus elétrico também é investimento em saúde”, avalia.

E-bus
A Eletra produziu o primeiro ônibus elétrico brasileiro movido 100% a baterias – o E-bus – em parceria com as japonesas Mitsubishi Heavy Industries e Mitsubishi Corporation. Os testes realizados em 2014 mostraram que o veículo consumiu 82% menos energia do que um ônibus movido a diesel utilizado como “sombra”.

Durante seis meses (março a agosto de 2014), o E-bus transportou passageiros no Corredor ABD da EMTU, na Região Metropolitana de São Paulo, acompanhado por um “veículo sombra” movido a diesel. Os testes transformaram os gastos de combustível em kWh e comprovaram ainda que o sistema de frenagem foi responsável pelo suprimento médio de 33% da carga utilizada pelo veículo.

O consumo médio de energia no percurso de 23,6 quilômetros (ida e volta) foi de 58 kWh, gasto similar ao de dez chuveiros elétricos ligados durante 1 hora. Em termos financeiros, o custo com energia por tonelada do E-bus foi 56% inferior ao custo do “sombra”. “O relatório aponta que esses dados estão sujeitos às flutuações de preços do mercado, mas as vantagens do E-bus são indiscutíveis. A emissão de poluentes é zero”, ressalta Iêda.
Com informações: Agência IN

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