quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Exigências dos usuários aumentam após reajuste de tarifa de ônibus em Fortaleza

Além do reajuste da tarifa do transporte público na Capital, em vigor há seis dias, o que também aumentou foi a reclamação dos usuários em toda a cidade com relação à qualidade do serviço. Para a população, com as passagens mais caras, poder se deslocar pela cidade com conforto, rapidez e segurança se tornou uma exigência ainda maior.

Apesar de possuir uma frota relativamente nova, com 3,9 anos em média, segundo a Prefeitura de Fortaleza, os maiores problemas relatados são a superlotação nos horários de pico e a demora entre cada coletivo. "A situação é horrível. A gente passa de 20 a 30 minutos esperando um ônibus, seja vindo de casa ou no terminal. E aqui, eles vivem lotado", reclama o servente Galberto Nascimento, que vive no Bom Jardim e faz integração no Siqueira para ir trabalhar.

O usuário relata ainda o problema da insegurança nos terminais. "Já vi furtos aqui, é a toda hora. Mas dentro de ônibus também acontece. Roubam celulares, abrem bolsas. É complicado", afirma. Com relação ao aumento das passagens, Galberto acredita que ele deva se utilizado para o desenvolvimento do serviço. "Se a gente paga mais caro, era para ser melhor", diz.

Quem utiliza as vans do serviço complementar enfrenta a mesma situação. "Eu já passei uma hora e cinco minutos esperando. E quando vêm, são duas ou três. E é muito, muito lotado. Você só bota o pé no chão. Falta até espaço para encher o pulmão de ar", afirma a auxiliar de serviços gerais, Expedita Pereira.

O jardineiro Manoel de Oliveira sempre percorre o trajeto Messejana/Centro em pé. Apesar de já estar acostumado, a viagem é pior na volta para casa. "À noite é mais difícil por causa do trânsito. É lotado demais", relata.

Medida foi 'forma de dar equilíbrio'
Ainda que o aumento do valor da passagem de ônibus seja motivo alegado pelos usuários para exigir melhorias, o presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), Antônio Ferreira Silva, afirma que o reajuste aconteceu como uma forma de dar equilíbrio econômico ao setor.

"Tivemos dois fatores principais que motivaram o reajuste. O primeiro foi a questão da mão de obra e o piso salarial dos operadores que, em dois anos, subiu 18,4%. Os combustíveis também subiram 24% nos últimos dois anos e nosso reajuste na passagem foi de 9,09%. Ainda assim, faz parte do contrato com as concessionárias que ela tem que fazer investimentos nos veículos e nós estamos cobrando esses investimentos", explica.

O presidente da Etufor enumera ainda outras melhorias que ocorreram nos últimos anos no transporte público da Capital. Ele destaca o Bilhete Único, por meio do qual, desde 2013, o passageiro pode fazer quantas viagens precisar num prazo de duas horas, eliminando a necessidade de ir ao terminal.

Aponta ainda a manutenção da meia estudantil ilimitada, a gratuidade para mais de 14 mil usuários com deficiência física, a hora social, de segunda a sábado, das 9h às 10h e das 15h às 16h, quando a passagem custa R$2,20, e a tarifa social, aos domingos, que custa R$1,80. "Já garantimos também que, desde o dia 1º de dezembro de 2014, todos os ônibus que entrarem na frota de Fortaleza terão ar-condicionado, acompanhando uma renovação de 12,5% da frota anualmente", coloca.
Com informações: Diário do Nordeste

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