sábado, 10 de janeiro de 2015

Fortaleza: Terminais de ônibus sofrem com ocupação de ambulantes

A ocupação irregular do espaço por ambulantes nos terminais de Fortaleza vem causando incômodo a usuários e à administração dos equipamentos. No Terminal do Siqueira, por exemplo, há vendedores que têm autorização para atuar, concedida pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), entretanto, vários trabalham de maneira clandestina, longe do controle do poder público. Nos terminais do Papicu e do Antônio Bezerra, a situação não é muito diferente, embora a ocupação irregular seja mais pontual.

A principal irregularidade constatada é a instalação de pontos fixos de venda pelos comerciantes, que espalham mercadorias na área de circulação do terminal, atrapalhando a passagem das pessoas, principalmente nos horários de maior movimento. Roupas, brinquedos, discos e calçados são alguns dos produtos dispostos sobre o chão.

Conforme um funcionário do Sindiônibus, que trabalha na operação do terminal, é comum as pessoas ficarem quase em cima das mercadorias nos horários de pico. "À noite é mais complicado. Costuma-se brincar dizendo que, daqui a alguns dias, as pessoas virão ao terminal para fazer compras e depois voltar para casa. Está virando um mercado aqui", ressalta.

Buscas
Uma funcionária da administração do equipamento, que preferiu não se identificar, denunciou que determinada vez em que a Polícia fez buscas no local foi encontrada uma "faca enorme" no meio das mercadorias de um vendedor de discos.

Entre os usuários, a opinião fica dividida. Segundo o pedreiro Fábio Santos, que passa diariamente pelo terminal, o problema é a dimensão do espaço utilizado por cada vendedor. Como são muitos, às vezes fica difícil transitar, conforme o usuário. "Tem alguns vendedores que querem ocupar dez metros quadrados. Isso causa desorganização e muito transtorno", frisa.

Já para o vendedor Joseneudo Pinheiro, a atuação dos ambulantes não tem interferido na movimentação dentro da estação rodoviária. "Eles ficam mais na parte central, não tão próximo às filas", comenta.

Papicu
No Terminal do Papicu, o problema da ocupação indevida do espaço por mercadorias ocorre de maneira mais pontual. Neste ponto de integração, são os bancos que muitas vezes ficam tomados por produtos, locais que deveriam ser destinados aos usuários na espera pelos ônibus. Óculos de sol - itens que não fazem parte dos permitidos para a venda no local - são os mais encontrados, além de alimentos.

A administração do equipamento reconhece a presença de vendedores não cadastrados atuando e afirma que, mesmo os registrados, "abusam do direito que têm", por vender produtos não autorizados.

No Terminal do Antônio Bezerra, embora não haja mercadorias espalhadas pelo chão, alguns ambulantes ocupam bancos, ao mesmo tempo em que outros expõem artigos diversos em pequenas tendas, ocupando pontos fixos. De acordo com o presidente da Etufor, Antônio Ferreira, a instituição está buscando uma solução junto à administração do terminal do Siqueira para modificar o cenário atual.

O gestor acrescenta ainda que é permitido comercializar produtos apenas de forma móvel, sem comprometer a circulação nos espaços dos terminais, sendo assim, proibida a ocupação de bancos e a obstrução dos espaços com mercadorias.

Autorização
Além disso, a Etufor esclarece que existem somente dois tipos de comércio com autorização para serem exercidos nos terminais: os praticados nos boxes, de responsabilidade dos permissionários por meio de taxas que pagam à Prefeitura Municipal de Fortaleza, e os ambulantes, que não pagam taxas, mas precisam estarem cadastrados. Os produtos específicos permitidos para a venda, ainda conforme o órgão, são das áreas de bomboniere e artesanato.

"Estamos buscando parcerias com as Secretarias Executivas Regionais para disciplinar melhor os ambulantes nos terminais de integração de ônibus. O pessoal da operação já orienta os vendedores, mas não tem sido suficiente", comenta o presidente da Etufor.

Antônio Ferreira complementa afirmando que é vetada a entrada de pessoas nas bilheterias das estações de integração com grandes quantidades de mercadoria, justamente com o objetivo de inibir o comércio ilegal. Entretanto, como os ambulantes chegam de ônibus, segundo acrescenta o gestor, fica difícil manter o controle de quem entra nos equipamentos.
Com informações: Diário do Nordeste

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