quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Maioria dos passageiros de ônibus despreza uso de cinto de segurança

Embarcamos em um ônibus que vai de Goiânia a Brasília. Antes de deixar a rodoviária o motorista tem que avisar os passageiros que é obrigatório o uso do cinto de segurança. Se não avisar, a empresa pode ser multada. A determinação da Agência Nacional de Transportes Terrestres já tem dez anos. O motorista deu vários recados, mas nada de avisar sobre o cinto.

“Boa tarde. Quero avisar vocês que este horário aqui é direto, tá? Sai daqui e só para em rodoviária”, afirma o motorista.

Sem o alerta do motorista, contamos: no ônibus quase lotado, apenas dois passageiros usavam o cinto. O ônibus onde viajamos é um que foi parado pela Polícia Rodoviária Federal, e acompanhamos a fiscalização para ver o que os policiais vão encontrar dentro do ônibus.

“Eu gostaria de saber dos senhores: quem estava usando o cinto de segurança? Agora quem não estava levanta a mão”, diz o policial.

Em outro ônibus, dos 40 passageiros, apenas a tia e o sobrinho estavam com o cinto.

“Primeira coisa é o cinto, que é importante na viagem porque se acontecer um acidente ele vai te proteger”, defende o operador de máquinas Márcio Santos da Silva.

Em oito horas de operação, na BR-060, em Goiás, 27 ônibus foram parados. Dos quase 900 passageiros, apenas 15% estavam com o cinto.

“Eu coloquei depois que o policial falou. Aí eu fui e coloquei o cinto de segurança”, conta a estudante Larissa Dourado.

A Polícia Rodoviária Federal não tem como multar o passageiro que viaja sem o cinto de segurança. Mas em Goiânia eles estão sendo convidados a descer dos ônibus para uma aula rápida sobre a importância do cinto.

O cinema rodoviário mostra cenas fortes. Acidentes com ônibus, nos últimos dois anos, mataram 900 passageiros e deixaram mais de 14 mil feridos nas rodovias federais. Por isso, o puxão de orelha.

“Infelizmente o que nós temos observado é que boa parte do passageiro procura usar o cinto quando está aproximando de uma barreira policial. Ele tem que fazer isso para a sua segurança não para enganar o policial”, diz o chefe de comunicação da PRF Newton Moraes.

Recado dado e todo mundo pode seguir viagem. Desta vez protegido.

“Agora todo mundo que for entrar no ônibus já vai lembrar do cinto. Não dá para esquecer mais”, afirma o passageiro.
Com informações: Jornal Nacional/Tv Globo

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