sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Usuários aprovam abordagem de policiais em coletivos, apesar do constrangimento

Iniciada em fevereiro do ano passado, logo após uma série de incidentes onde sete ônibus foram incendiados na Capital, a Operação Coletivo Seguro foi retomada nesta semana com abordagens feitas por policiais em transportes públicos. Apesar do constrangimento de ser revistado, os usuários aprovam a medida para combater os constantes assaltos a coletivos. 

Somente no ano passado, foram registrados em Fortaleza 1.716 roubos dentro de ônibus, quase cinco por dia. Apesar do alto, o número é 32% menor ao registrado em 2013, quando houve 2.528 ocorrências, segundo dados do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus). A tensão gerada com a insegurança leva os passageiros a concordarem com a revista, feita em terminais de ônibus ou em blitzes espalhadas por Fortaleza e Região Metropolitana. 

Nesta quarta-feira (28), durante uma abordagem no bairro Moura Brasil, o auxiliar de escritório Francisco Gondim considerou a ação necessária, apesar do incômodo. “Acho isso constrangedor, porque pedem para por a mão na cabeça como se fosse todo mundo vagabundo. Mas acho certo. Tem que fazer isso mesmo”, disse. O passageiro afirmou já ter presenciado vários assaltos em coletivos e acredita que a operação pode diminuir os assaltos. 

Já a comerciante Virgínia Melo não é otimista com a continuidades do projeto. “Essas revistas são ótimas, mas só funcionam no começo. Depois tudo para”, disse. “Se tivesse ao menos de três em três dias, ou até uma vez por semana poderia ter resultado”, completou.

Apesar de nada irregular ter sido encontrado, somente nos dois primeiros coletivos parados havia três pessoas respondendo por assalto e uma por homicídio, segundo a Polícia Militar. “Eles poderiam estar com algum processo em aberto, ou poderia ser um bandido prestes a agir”, defende o Capitão Wagner Nunes, subcomandante da companhia que atua na área central da Capital. 

Segundo ele, a operação deve continuar por tempo indeterminado. “A priori, a intenção é que o policiamento continue tanto nos terminais  e nas praças da Estação e Coração de Jesus, quanto em blitzes a ônibus, topics e táxis em vias movimentadas”, explicou. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS-CE) prevê que sejam feitas abordagens em 120 ônibus por dia nas seis Áreas Integradas de Segurança (AIS) de Fortaleza, sempre das 7h às 21h. Na RMF serão outras 60 revistas diárias.
Com informações: Diário do Nordeste

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