domingo, 22 de fevereiro de 2015

Iveco quer ganhar 5% de participação no segmento de ônibus com 17 toneladas ainda em 2015

É verdade que a luz vermelha anda acesa há algum tempo no mercado automotivo, de maneira geral, no Brasil. Mas isso não exclui o país do grupo de grandes potências mundiais quando o assunto é veículos automotores. Inclusive na indústria de ônibus, principalmente diante da crescente discussão a respeito da reestruturação do transporte público nas grandes cidades. E nada mais natural que os “players” globais busquem sua parcela de participação nesse mercado em provável expansão. É o que tenta a Iveco, tradicional desenvolvedora de chassis europeus, mas quase em “início de carreira” no Brasil.

Depois de apostar no micro-ônibus City Class – cuja aplicação principal é o programa federal Caminho da Escola –, agora a marca italiana concentra seus esforços no novo chassis 170S28, voltado para o mercado de 17 toneladas. “Entendemos que a época é propícia para essa aposta e sabemos que temos um produto com desempenho diferenciado tanto na aplicação urbana quanto na de fretamento. A Iveco está pronta para atender essa demanda”, avalia Humberto Spinetti, diretor de negócios de Ônibus da Iveco para a América Latina, como mostra a entrevista a seguir.

A Iveco tem uma tradição no mercado de ônibus na Europa, mas está começando a se inserir de fato nessa indústria do Brasil agora. Por quê?
A Iveco já detém uma parcela importante do mercado de ônibus europeu, com uma proporção de um veículo para cada cinco rodando. O tema mobilidade urbana ganhou uma importância grande no Brasil. Por se tratar de um país continental com grandes centros e cidades em desenvolvimento, é preciso estruturar a malha de transportes. Algo que já começou a ser feito em razão da Copa do Mundo, mas é um assunto contínuo e existe uma necessidade forte de se resolver essa questão. Ou seja, trata-se de um mercado com grande potencial. 

A Iveco lançou em novembro último, na Fetransrio, o novo chassis 170S28, voltado para o mercado de 17 toneladas. Por que escolheram apostar nesse segmento para se destacar no mercado de ônibus brasileiro?
É um segmento que contempla várias aplicações. Tem uma parcela bem importante do mercado, tanto nos fretamentos de curta e longa distância quanto no transporte urbano. Além disso, existe também uma procura para utilização no turismo e outras aplicações de menor escala.

Como tem sido a aceitação deste chassis no mercado?
Estamos com três meses de vendas e a aceitação é muito boa por parte dos clientes. As vendas estão alinhadas com as nossas projeções iniciais, apesar de estarmos num momento ruim para a indústria. Nós não divulgamos números de venda, mas o objetivo principal é se estabilizar com um volume participativo importante neste segmento de 17 toneladas, algo em torno de 5% de market share ainda em 2015. 

Com essa queda crescente nas vendas de ônibus, o que os faz projetar essa participação já para 2015?
Acreditamos que este ano deve terminar com números gerais similares aos do ano passado. Porém, alguns segmentos devem subir e outros cair. E há boas expectativas para essa linha de 17 toneladas, o que pode nos favorecer.

O que o chassis 170S28 tem que pode ser um diferencial frente à concorrência nessa disputa de mercado?
Ele foi desenvolvido e testado exaustivamente e nossa confiança no produto é alta. Houve um investimento intenso tanto no desenvolvimento quanto na industrialização deste modelo. As especificações técnicas dele garantem uma dirigibilidade boa e também um excelente consumo de combustível, principalmente quando se combina a utilização de ar-condicionado. Por isso, apostamos nessa consolidação de mercado já em 2015.

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