quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Lucro líquido da Marcopolo recua 23% em 2014

A desaceleração do mercado de ônibus no Brasil em 2014 fez cair em 23% o lucro líquido da Marcopolo com relação ao ano anterior, de acordo com balanço financeiro divulgado na terça-feira, 24. Os ganhos passaram de R$ 292,1 milhões em 2013 para 224,1 milhões no ano passado ou de R$ 0,32 para R$ 0,25 por ação.

“A redução do lucro líquido deve-se aos mesmos fatores para a queda da margem bruta: aumento das despesas com vendas e pelo menor resultado financeiro. Por outro lado, a redução nas despesas gerais e administrativas, bem como a maior contribuição das equivalências patrimoniais no período, compensou, em parte, essa redução”, informa em nota. 

O faturamento da encarroçadora de ônibus com sede em Caxias do Sul (RS) caiu em ritmo menor do que o lucro, queda de 7,1%, para R$ 3,4 bilhões no comparativo anual, ajudado pela menor queda da receita gerada com as exportações e no exterior, cujo recuo de foi de apenas 0,2%, para R$ 1,14 bilhão. Estão incluídas na receita as operações que mantém na África do Sul, Argentina (Metalpar e Metalsur), Austrália, Colômbia, Egito, índia e México. Já no Brasil o faturamento caiu 10,2%, para R$ 2,25 bilhões.

Na composição da receita, 35,8% são provenientes do segmento de ônibus rodoviários, que têm maior valor agregado do que os urbanos, cuja fatia foi de 30,9%. A Volare representou 23,5% do faturamento, enquanto o Banco Moneo, peças e outros somaram 5,3%. Chassis e micro-ônibus participam com 1,6% e 2,9%, respectivamente. 

A produção global de ônibus da marca totalizou 17,7 mil unidades contra as 20,6 mil do ano anterior, queda de 14,2%. No Brasil, a Marcopolo montou 15,3 mil unidades, volume 17% menor, conferindo participação de 39,6% no mercado total de ônibus no País, 0,3 pontos porcentuais a menos do que em 2013. Nas operações externas houve queda de 10,3%, com a entrega de 17,7 mil carrocerias.

Sobre 2015
No relatório, a companhia destaca que o mercado de ônibus no Brasil inicia este ano impactado pelas recentes alterações nas regras para o financiamento via Finame e Finame PSI, linhas do BNDES, bem como pela indefinição dos termos e condições do modelo de autorização das linhas interestaduais a serem publicados pela ANTT, ainda sem data definida. Em contrapartida, a Marcopolo assegura que está em curso importantes negócios para o mercado externo, que aliados à taxa de câmbio que tem se desvalorizado, poderão resultar em um ano mais favorável para as exportações. 

Para o segmento de rodoviários, a expectativa é que tão logo a ANTT publique as regras do modelo de autorização, as empresas retomem a renovação de suas frotas, movimento que vem sendo postergado há quase dois anos. Já para os urbanos, em decorrência do repasse do aumento de tarifas em algumas das principais cidades do País, a empresa revela que já existem movimentos com relação à renovação das frotas.
Com informações: Automotive Business

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Fortalbus se reserva no direito de selecionar os comentários.

© 2010-2016. Fortalbus Busólogos - Todos os direitos reservados