quinta-feira, 5 de março de 2015

Marcopolo Torino com chassi Volvo B270F no padrão de Fortaleza

Por Fortalbus
Com o objetivo de ganhar mais espaço nas vendas de chassis neste mercado em evolução como em Fortaleza. Em setembro de 2014, a Volvo produziu uma unidade do chassi B270F sobre o modelo New Torino, com a atual pintura padronizada do SIT. Essa iniciativa visa que as empresas que atuam no sistema integrado de transporte da cidade possam testar a eficiência do veículo. 

A Volvo apostou no novo design da Marcopolo, pois o modelo apresenta os materiais mais modernos e itens que podem aumentar o conforto e a segurança de motoristas, cobradores e passageiros, além de agradar o frotista de Fortaleza.

Até o momento o veículo ainda não foi testado por nenhuma empresa do SIT, mas com as últimas vendas e com a boa aceitação do empresário cearense por este modelo é possível que muito em breve possamos ter este modelo sendo testado e operando nas linhas de ônibus em Fortaleza. Vale lembrar que esse veículo divulgado, não possui ar condicionado e com a atual normativa da Prefeitura que obriga que as futuras aquisições sejam climatizadas, ficará difícil garantir sua aquisição, mas o importante é que a Volvo está mostrando ao mercado a qualidade de seus produtos.

Em Fortaleza, a Viação Santa Cecília já contava com 1 unidade do modelo teste Comil Svelto operando desde o ano passado, e os resultados positivos motivaram a compra de mais 10 novas unidades, desta vez com a carroceria Mascarello. já com tecnologia para atender às normas de emissões Euro5/P7. 

O Volvo B270F já é sucesso em todo o Brasil, apreciado por transportadores e usuários por reunir qualidades como conforto, economia, versatilidade e robustez. O primeiro ônibus da marca com motor dianteiro foi desenvolvido especialmente para atender o mercado brasileiro e sua crescente participação nas vendas de ônibus em nosso país confirma o acerto da decisão da Volvo Bus ao introduzi-lo em seu portfólio.

O B270F é o primeiro chassi de ônibus com motor dianteiro da Volvo, foi inspirado na plataforma do caminhão semipesado VM. Equipado com motor MWM 7.12 TCAE, 7,2 litros,com injeção commom rail, 6 cilindros em linha, 4 válvulas por cilindro, turboalimentado e intercooler, o B270F entra na briga para disputar um lugar no segmento que comercializa 12 mil unidades por ano. Antes a Volvo só produzia no Brasil ônibus pesados com motor traseiro ou central.

A decisão de produzir o chassi foi uma resposta a um anseio antigo dos frotistas, que já utilizam os ônibus de outras marcas, porque não dispunham de modelos da Volvo para esta faixa de aplicação, cuja demanda tem crescido significativamente nos últimos anos. O Volvo B270F chegou ao mercado com preço similar aos seus concorrentes, com essa atitude a Volvo entra no segmento de motorização frontal para brigar por uma fatia maior do mercado.

Dados sobre o chassi Volvo B270F
O B270F é desenvolvido para ser o mais leve de sua categoria.  A utilização do aço especial LNE 60 na confecção do quadro do chassi, aliada a suspensão com molas parabólicas, permiti um chassi de ônibus até 400 quilos mais leve do que similares de sua categoria disponível no mercado. Com estrutura de longarina e travessas em escada, concebido de forma a facilitar o trabalho dos encarroçadores. Os balanços dianteiro e traseiro permitem a montagem de carrocerias de até 12,80 metros sem necessidade de alteração da distância entre-eixos original de 5,95 metros.

O eixo de tração ArvinMéritor MS 23158 com rolamento de roda livre de manutenção, está disponível em três relações de redução: 4,10 para aplicações rodoviárias com caixa overdrive, 4,10 para aplicações metropolitanas com caixa direct drive, 4,56 para aplicação urbana e 4,88 para aplicações mais severas.O eixo dianteiro e a direção são robustos com rolamentos de roda livres de manutenção nos dois eixos, proporciona ângulo de giro das rodas de 48 graus. 

O sistema de freios a tambor é do tipo S-came com ajuste automático das lonas e possui exclusivo sistema de cubos livres de manutenção em todas as rodas. Os modelos tradicionais necessitam de manutenção entre 40 e 80 mil quilômetros. Os transportadores podem escolher entre duas opções de caixas de câmbio mecânicas. A trasmissão FSO 6406A destina-se a aplicações rodoviárias, com rotação ideal de consumo na última marcha (overdrive). Já a caixa FSB 6406B (direct drive) é a opção para aplicações urbanas e metropolitanas.

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