quinta-feira, 9 de março de 2017

CTC: A última aquisição de um mito do transporte coletivo de Fortaleza

Por Fortalbus
Com o crescimento desordenado do transporte alternativo no ano de 1997, os empresários de ônibus entregam ao prefeito Juraci Magalhães, um protocolo prometendo a aquisição de 100 novos veículos para a cidade, em contrapartida a Prefeitura coibiria a ação do chamado transporte pirata, até então não-regularizado pela Prefeitura.

Três meses após o protocolo, a Prefeitura entende que os empresários não cumpririam o prometido, decidindo então por conta própria adquirir 100 novos veículos para a CTC, praticamente dobrando a frota que era na época de 135 coletivos. Em agosto de 1997, a prefeitura divulga um anúncio trazendo na foto um pátio com vários ônibus Volvo (Caio), mas os veículos seriam da marca Mercedes-Benz (Ciferal) e adquiridos somente 11 meses depois. Também houve divulgação na TV através de propagandas.

Quase dez meses após este anuncio, a Prefeitura divulga que a Mercedes-Benz seria a vencedora da licitação publica, que envolveu outras duas empresas. No contrato assinado, os 100 veículos seriam entregues em 4 lotes de 25 ônibus, a compra custaria aos cofres da prefeitura R$ 7,9 milhões. 

Cada ônibus custou o valor de R$ 79.693,00.No dia 5 de julho de 1998, a prefeitura realiza uma carreata para apresentar os 25 primeiros ônibus à população. Os novos veículos saíram em desfile do Terminal de Antônio Bezerra ao Iguatemi, passando por avenidas como Sargento Hermínio, Mister Hull, Leste-Oeste, Abolição, Dioguinho, Santos Dumont, Antônio Sales e Eng. Santana Júnior.

Os primeiros ônibus foram distribuídos entre as linhas (044) Parangaba-Papicu (Montese), (074) Antônio Bezerra-Unifor e (066) Parangaba Papicu (Via aeroporto). O Prefeito Juraci Magalhães prometeria que os 100 veículos seriam entregues até novembro daquele ano.

Acontece que o segundo lote, também de 25 ônibus, ficou encalhado mais de 30 dias no pátio da Ceará Diesel, devido ao não-pagamento da parcela no valor de R$ 1.992.325,00. Neste momento a idéia de aquisição já não era mais de aumentar e sim de renovar a frota, substituindo os veículos mais velhos.

Com o pagamento atrasado da parcela referente ao segundo lote, os outros 25 veículos foram finalmente entregues a população, porém ainda faltavam 50 ônibus, como prometido. A direção da CTC, entendendo que o serviço prestado pela Companhia era “satisfatório”, adia a aquisição dos outros 50 ônibus para o ano de 1999.

O fato é que os outros coletivos nunca chegaram, deixando a desejar mais ainda o serviço prestado pela Empresa da Prefeitura, que não era um dos melhores oferecidos na capital. Os ônibus que chegaram com prefixos de 200 a 249, foram renumerados a partir do número 800. Com o enceramento das operações nas linhas urbanas de Fortaleza, a CTC ficou responsável pelo transporte escolar do município da capital.

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