sexta-feira, 8 de maio de 2015

Fortaleza: Assaltos a ônibus têm queda de 30%

Nos primeiros três meses de 2015, foram registrados 411 assaltos a ônibus em Fortaleza. O número é 30% menor que o do igual período de 2014. O resultado confirma uma tendência de quedas desde 2013. Entretanto, representantes das empresas e dos motoristas ressaltam que a situação ainda é alarmante e a gravidade das ações criminosas tem aumentado.

Os dados do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) revelam que, de janeiro a março, ocorre uma média de 4,57 ocorrências por dia. Para os motoristas, a sensação de insegurança é grande. "A segurança é zero. A gente corre todo tipo de risco", reclama o profissional Antônio Castro, que já foi assaltado três vezes. "Graças a Deus, levaram só os pertences, mas a todo momento a gente anda com tensão total", diz.

O motorista Joaquim Barroso também agradece a Deus por nunca ter sido roubado. Contudo, ele admite que a maioria dos seus colegas já foi vítima. "Os assaltos são mais comuns na periferia e na Av. Sargento Hermínio. Dos meus amigos, já levaram tudo muitas vezes", disse.

Para o presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira, a avaliação atual é positiva. "Porém, há muito o que avançar", avalia. Para ele, o maior problema é a tensão que existe durante os crimes. "Enquanto há assalto, existe aflição, porque é um ambiente coletivo e pode haver vítimas. O risco é grande se alguém reagir", alerta.

Segundo ele, a situação já esteve bem melhor até 2011. "Em 2012, tivemos o avanço das ocorrências e 2013 chegou batendo recordes", ressalta. Contudo, as estatísticas do Sindicato apontam o início da queda no mesmo ano. Os dados são registrados pela entidade há 11 anos. Para Barreira, desde então, a instalação de cofres, câmeras de segurança e dos validadores dos cartões (aparelhos que descontam o valor da passagem), contribuiu para reduzir as ações.

Contudo, o presidente considera que os crimes estão cada vez mais violentos. "É uma mudança no perfil dos assaltos. Como diminuiu o dinheiro, o número também caiu, mas eles ficaram piores", denunciou.
Com informações: Diário do Nordeste

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