quarta-feira, 24 de junho de 2015

BRT Bezerra de Menezes: Barreiras que isolam corredor de ônibus geram polêmica

Os prismas de concreto que separam o corredor exclusivo de ônibus das faixas de veículos particulares, na avenida Bezerra de Menezes, geram polêmica. Criticados por alguns usuários e tidos por outros como uma forma de “educar os motoristas” a não utilizarem as faixas destinadas aos coletivos, os prismas já faziam parte do projeto inicial das obras do BRT (do inglês Bus Rapid Transit). As barreiras foram instaladas há cerca de duas semanas no sentido Centro/ Caucaia. De acordo com Samuel Dias, titular da Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf), até o fim de junho serão colocados no outro sentido da via.

“Qualquer manual de BRT indica a necessidade do corredor segregado junto ao canteiro central. É assim em qualquer parte do mundo. As faixas do transporte público devem fluir normalmente, existe uma tendência dos motoristas de entrarem nessa faixa (pra fugir do engarrafamento) e com isso aumentam as possibilidades de acidentes”, explica o secretário, informando que, no caso da Bezerra, foi dado um período - de abril a junho - para adaptação às faixas exclusivas à esquerda.

Agora, se conclui a segregação física do corredor, que tem regras diferentes das normas das demais faixas exclusivas: a multa para quem insiste em transitar pelo corredor é de R$ 127,69 (enquanto nas faixas exclusivas é de R$ 53,20); táxis e transportes escolares, que têm permissão em outras faixas pela Cidade, não podem trafegar no corredor da Bezerra de Menezes, que é exclusivo inclusive depois das 21 horas.

Para o superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Arcelino Lima, o corredor segregado e as duas faixas se justificam pelos mais de 200 ônibus que passam por hora na via. Ele garante que, apesar de considerar os acidentes como “desatenção”, estão sendo pensadas melhorias para visibilidade dos prismas, como bastões luminosos.

Opiniões
O manobrista Jhonathan Morais, 28, dirige diariamente na via e acredita que o trânsito foi afetado pela instalação dos prismas. “Fica mais lento, porque antes as pessoas sempre davam um jeitinho pela faixa exclusiva”, relata. Mesmo tendo de enfrentar mais minutos na direção, Jhonathan é a favor da intervenção, porque acredita que é uma forma de “educar nem que seja na marra”. “Mesmo assim, ainda vejo quem se aproveite dos cruzamentos pra entrar no corredor”, descreve. Ele se preocupa, apenas, no caso de haver algum acidente, o tráfego nas duas faixas para veículos particulares ficar paralisado. 

“Completamente contra os prismas e o resto da obra inteira”, o mototaxista José Wilds, 50, tem a mesma preocupação de Jhonathan. “Se tiver acidente, não tem nem como tirar o carro daí de jeito nenhum”, acredita.

O motociclista Leonardo Ribeiro, 33, técnico de informática, reclama de “serem duas faixas só para os ônibus”, enquanto os demais têm de “se espremer”. Por isso, ele tem evitado a avenida. Evandir Freitas, 38, representante comercial, tem utilizado a mesma estratégia sempre que pode e relata que já viu “muito carro quebrado” nos prismas.

A aposentada de 76 anos, que preferiu não se identificar, tem receio da travessia. “Meu medo é, se no aperreio pra atravessar, eu tropeçar nesse trambolho”, afirma, dizendo que o temor é também sentido por outros pedestres com quem conversa.

Rosilene Meneses, 39, é operadora de caixa em um supermercado da Bezerra e se preocupa com os acidentes que têm ocorrido, de condutores que não veem os prismas. Quanto ao seu trajeto diário, de ônibus, Rosilene acredita que ficou mais ágil. Opinião compartilhada pela zeladora Maria da Conceição Dutra, 41. Morando no bairro Conjunto Ceará e trabalhando na Aldeota, Maria tem sentido a viagem menos cansativa. “Antes, chegava nesse trecho da Bezerra e só faltava não sair. Se foi feito pra ser corredor de ônibus, os carros têm de respeitar, mas não respeitavam”, opina. 
Com informações: O Povo

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