sexta-feira, 12 de junho de 2015

Motoristas fecham terminal Papicu em manifestação salarial

Motoristas e cobradores de ônibus realizaram, na tarde de ontem, paralisação, fechando o Terminal do Papicu para reivindicar que o Sindicato de Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus) aceite as propostas do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro) na Campanha Salarial 2015/2016.

A manifestação teve início por volta das 15h e chegou ao fim somente às 16h30. Durante esse período, todos os usuários do transporte público que dependem daquele terminal tiveram dificuldades para seguir viagem. Dentro do equipamento, grandes filas se formaram por todos os lados. Portanto, não faltavam passageiros irritados com a demora e, consequentemente, transtornos causados pelo protesto. Um grande número de coletivos ficaram parados na Avenida Engenheiro Santana Júnior e na Rua Desembargador Lauro Nogueira. Por conta disso, o trânsito na região ficou complicado, com congestionamento.

Dentre o vasto número de pessoas que desistiram de esperar e foram procurar outro meio de se locomover, o que se ouvia eram reclamações. As vans foram algumas das opções mais utilizadas. "Isso é um desrespeito com a população, pois quem sofre com essa paralisação é a gente que usa ônibus", reclamou a auxiliar de dentista Mônica Rolim, que procurava um jeito de ir para casa sem gastar muito.

Desinformação
Mas muitos usuários não sabiam exatamente o que estava acontecendo. O garçom Wellington Mendes Júnior acreditava que já se tratava de uma greve. "Espero que resolvam logo esse problema e não façam mais manifestações", frisou. O vigia João Bezerra disse que, provavelmente, iria chegar atrasado ao trabalho devido à demora na volta dos coletivos. "Quase não chego no terminal. Agora vai ser difícil enfrentar toda essa fila", reclamou.

Segundo a assessoria de comunicação do Sintro, já aconteceram sete rodadas de negociações desde o mês de março e, até agora, não houve acordo entre as partes. Hoje, a categoria pede 13% reajuste, cesta básica de R$ 130 e também vale refeição no valor de R$ 13. No entanto, o Sindiônibus ofereceu 8,34% de reajuste e descartou as outras demandas dos cobradores e motoristas, de acordo com as informações da assessoria.
Com informações: Diário do Nordeste

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