terça-feira, 7 de julho de 2015

Justiça determina circulação de até 60% da frota, Sindiônibus programará circulação de 100%

A Justiça determinou nesta segunda-feira (6) que pelo menos 60% da frota de ônibus mantenha a circulação nesta terça-feira (7), quando os trabalhadores do setor prometem paralisar as atividades. O sindicato dos trabalhadores no setor afirma que vão manter 30% dos funcionários trabalhando, o mínimo exigido por lei. A determinação da Justiça estabelece multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento da medida.

"Trabalhadores e empregados são obrigados por lei a garantir a prestação de serviços, de modo a não prejudicar a população", alega o desembargador Jefferson Quezado Jr., autor da decisão. Os empresários e trabalhadores devem manter 60% da frota em circulação nos horários de pico e 40% nos demais horários.

“O usuário não pode sair prejudicado com essa greve. Esperamos que não haja adesão a essa greve, que os trabalhadores mantenham as atividades, e os passageiros não sejam prejudicados”, diz o advogado do Sindicato dos empresários do setor (Sindiônibus), Cleto Gomes.

A greve foi decidida na quinta-feira da semana passada e reafirmada nesta segunda, após reunião sem acordo entre empresários e trabalhadores do transporte público. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro) afirma que vai paralisar as atividades à 0h desta terça.

"O que pegou mesmo foi a questão econômica: o Sindiônibus não quer discutir o aumento do salário dos trabalhadores e mexer no lucro deles", diz o advogado do sindicato dos trabalhadores, Valdir Pereira.

Os empresários do setor oferecem reajuste salarial de 8,34%, enquanto os trabalhadores reivindicam um aumento de 13%. Os trabalhadores cobram também aumento do vale-alimentação de R$ 10 para R$ 13; da cesta básica de R$ 90 para R$ 130 e regulamentação da jornada de trabalha.

Sindiônibus programará circulação de 100% da frota
O Sindiônibus vem a público esclarecer que, convocado mais uma vez pela SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego) e em respeito à população de Fortaleza e aos nossos trabalhadores, voltou à mesa de negociação na tentativa de chegar a um acordo para o fechamento da Convenção Coletiva 2015/2016, no entanto, o SINTRO se manteve intransigente e em nenhum momento demonstrou interesse em apresentar uma proposta de reajuste salarial coerente com a atual realidade.

Considerando as duas últimas convenções coletivas de trabalho, os trabalhadores do setor tiveram um reajuste salarial acumulado de 19,40%, o valor do vale alimentação foi reajustado em 25% e o valor da cesta básica em 28,57%. O aumento no custo de mão ­de ­obra e o impacto decorrente do reajuste acumulado no óleo diesel de 34%, bem como o aumento de preço dos demais insumos e da quantidade de veículos em operação, geraram uma situação de desequilíbrio econômico ­financeiro das empresas.

Apesar de todas as dificuldades econômicas enfrentadas, o Sindiônibus apresentou uma proposta de reajuste salarial de 8,34, correspondendo ao INPC do período, garantindo a reposição do poder de compra do trabalhador e elevando o rendimento mensal do motorista para R$ 1.787,61, além da manutenção de todos os demais benefícios constantes da convenção anterior, tais como cesta básica, vale alimentação, auxílio no plano de saúde, auxílio creche e passe livre no transporte coletivo.

O Sindiônibus está determinando que as empresas associadas programem a circulação de 100% da frota de ônibus de Fortaleza e numa atitude preventiva e para garantir a capacidade de deslocamento da população, solicitou ao Tribunal Regional do Trabalho o estabelecimento de percentuais mínimos de frota de 80% em horário de pico e 60% nos demais horários e estará com toda a sua equipe operacional trabalhando para minimizar os prejuízos causados pelo SINTRO à população de Fortaleza.

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