sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Guanabara e sua primeira sede, uma garagem em tempo recorde

Por Fortalbus
Pouco tempo antes de entrar em operação, em abril de 1992, a Guanabara já tinha data para começar suas atividades, porém ainda faltava achar um lugar para abrigar a sede da empresa e a garagem dos ônibus. A procura de um prédio adequado para as instalações do empreendimento não foi simples. Levou dois meses. Vários terrenos foram prospectados, porém nenhum deles tinha 10 mil metros quadrados e uma localização permitida pelo Plano Diretor da cidade para o funcionamento de uma garagem de ônibus.

Surgiu então um imóvel à venda na Avenida Sargento Hermínio, no bairro Monte Castelo, com uma área total de 19.180 m² e uma área coberta de 8.309 m². A compra aconteceu em uma sexta-feira e nesse mesmo dia os engenheiros Carlos Magalhães e Vicente de Freitas da Lótus Engenharia, visitaram o imóvel para avaliar as condições estruturais do prédio e já projetar a reforma. Segundo Magalhães, em seguida, eles empreenderam uma verdadeira força tarefa para reunir operários para a obra e percorreram cidades do interior do Estado no fim de semana para oferecer o serviço aos trabalhadores, ao mesmo tempo em que adquiriram material de construção, visando a entrega do empreendimento na data pactuada.

Em pouco mais de 48 horas, estava formada uma equipe de trabalho com 180 pessoas que a partir da segunda-feira seguinte iniciaram uma verdadeira operação de guerra para transformar as instalações em uma garagem de ônibus. O trabalho era executado continuamente, 24 horas por dia, com os trabalhadores se revezando em três turnos, lembra Magalhães.

Rapidez e eficiência eram palavras de ordem no canteiro de obras. Ao contrário do que pode parecer para quem não atua no setor, garagens de ônibus são muito mais que simples pátios de estacionamento de veículos. As operações desenvolvidas nesses locais comparam-se, em menor escala, às de uma indústria automobilística e, por isso, envolvem um certo grau de complexidade e experiência. E isso não faltava aos engenheiros responsáveis pela obra. 

Por isso, todas as dificuldades iniciais encontradas no terreno foram superadas e em 12 dias a primeira etapa da reforma foi concluída com êxito. Deu-se, então, sequência à obra e em menos de dois meses a construtora entregou a nova sede à Guanabara. Tanto o prédio administrativo quanto as edificações operacionais possuíam um estilo simples e funcional. Todo o projeto foi pensado para facilitar a operação dos ônibus e garantir maior eficiência dos serviços. 

No primeiro dia de operação, recorda o diretor da Guanabara, Paulo Porto, a nova sede estava pronta, mas os primeiros funcionários ainda corriam de um lado para outro com as ferramentas nas mãos montando os móveis. A energia de alta tensão só foi ligada às 23h da noite da véspera e à meia noite chegou o primeiro ônibus na nova garagem, relembra Porto. 

O veículo foi abastecido normalmente e tudo funcionou como se esperava. A ideia inicial era que o complexo operacional fosse usado pela empresa por pouco tempo, afinal a sua capacidade era restrita para os planos futuros da empresa. Mas a Guanabara foi crescendo e mesmo assim permaneceu no prédio por 15 anos, até que em 2007 foi inaugurada a sua nova sede.

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