segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Montadoras de ônibus aguardam ações do governo para reverter crise no setor

Em reunião com Giles Azevedo, assessor da Presidência da República, representantes automotivos solicitaram ajustes para reverter o quadro econômico do setor. A crise econômica e problemas do setor de ônibus pautaram o encontro.

De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (FABUS), José Fernandes Martins, o mercado caiu 34% de janeiro até agosto deste ano. Ele ressalta que o quadro é ainda pior se comparado a 2013, com queda de 50%.

Martins destaca também que o Governo Federal deve à empresa Marcopolo, da qual ele é vice-presidente de Relações Institucionais, R$ 180 milhões. A dívida é correspondente à compra de ônibus escolares pelo Programa Caminhos da Escola, que foram entregues em outubro do ano passado.

A inadimplência atinge também outras empresas. O presidente afirma que, com mais de 57 anos de experiência no setor automotivo, nunca foi registrada uma crise financeira como ocorre no País atualmente.

A expectativa é que o pagamento seja realizado em duas parcelas. O prazo para quitar a dívida ainda não foi anunciado pelo Planalto. A projeção é que o mercado de ônibus de luxo se recupere com a nova regulamentação de autorizações para empresas interestaduais. O processo deve ocorrer no próximo ano.

Um acordo entre empresas do setor com o Governo Federal prevê a compra anual de 2,5 mil ônibus, durante período de quatro anos, totalizando 10 mil unidades. Isso faz com que a frota, que atualmente tem 9,8 anos de idade média, passe a ter cinco anos em média de funcionamento.

A redução de idade tem o objetivo de aquecer o mercado e, consequentemente, recuperar economicamente o setor. Este acordo foi aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Com a nova regulamentação, após dois anos de vigência, nenhum ônibus poderá ter mais de uma década de idade.

Outra preocupação do setor é relacionada ao mercado de ônibus urbano. Devido às manifestações de 2013, que resultou em mais de 750 veículos incendiados, o segmento teve inúmeros prejuízos.

Como não existe seguro pelo Governo Federal para esta situação, e com a falta de reajuste das tarifas do transporte coletivo, o setor passa por dificuldades para quitar os financiamentos. Para reverter a situação, a estimativa é que seja criada uma linha de crédito com o BNDES.

Neste ano devem ser produzidos 15 mil ônibus. Em anos anteriores, a fabricação chegava a 28 mil veículos.
Com informações: Rádio Caxias

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