sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O medo de ser assaltado nas paradas de ônibus

Dentre as situações relatadas por moradores, chama a atenção o medo de assaltos nas paradas de ônibus. No Benfica, Antônio Bezerra e Parquelândia, a reclamação é recorrente. Não faltam descrições de roubos que acontecem de manhã cedo ou encobertos pela noite, quando os assaltantes parecem preferir agir. O segredo, conta a diarista Geísa, 29, é “não dar bobeira”.

“Às vezes eles chegam com arma, aí você tem de entregar mesmo, que não vai por a vida em risco. Mas também não dá pra ficar na parada de ônibus, mexendo no celular, nem ouvindo música com fone de ouvido, que isso chama. Celular e dinheiro é só ‘entocado’ no meio dos peitos e apressando o passo”, conta a moradora do Antônio Bezerra. No bairro, Geísa e as amigas Jamille, 27, e Fabiana, 19, só sabem de policiamento quando “é pra mandar baixar o som de festa”. 

Sozinha na parada de ônibus, na avenida Jovita Feitosa, Parquelândia, a enfermeira Delana Macedo, 40, esperava ansiosa que o ônibus chegasse logo. A estratégia é ficar no canteiro central e só ir à parada quando o ônibus vem. A enfermeira tem andado de ônibus desde que, em abril, roubaram seu carro no bairro.

No Benfica, é difícil encontrar algum estudante que já não tenha sido assaltado nos pontos de ônibus. O universitário Pedro Avelino, 20, aguardava na última segunda-feira o ônibus na avenida Treze de Maio. “Não fui assaltado aqui, me roubaram na Avenida da Universidade, mas a sensação é de que pode acontecer a qualquer momento”, diz.

A sensação, para a estudante Laura Andrade, 23, é agravada pela falta de policiamento. Percorrendo ruas do bairro, a reportagem não encontrou nenhum policial, nem na Praça da Gentilândia, onde o consumo e venda de drogas ocorriam abertamente.

No Pirambu, o pastor Daniel Nascimento conta que são muitos os relatos de assaltos na região. “Mês passado, na (avenida) Leste-Oeste, dois caras com revólver numa moto me abordaram e levaram o celular e o dinheiro de pagar a conta de luz da igreja”. Policiamento ali, de acordo com Daniel, é pouco e “é mais de passagem, dentro das viaturas”.
Com informações: O Povo

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