terça-feira, 20 de outubro de 2015

Os ônibus "exóticos" no transporte coletivo de Belém

Por Fortalbus
Nas principais capitais brasileiras é comum que em seus sistemas de transporte público haja um certo tipo de padronização, tanto pode ser visual ou de frota. Mas quando essa padronização é deixada de lado e os veículos ganham adereços e características que os tornam diferentes em relação aos demais?

Os ônibus escalados nas linhas costumam ser fixos de domingo a domingo. Já que não há troca de veículos, cola-se no painel um adesivo permanente com o nome da linha e a lataria lateral pintada. Não é comum o uso de destino eletrônico. É raro encontrar um carro que tenha sido escalado para outra linha. Quando acontece, se recorre à improvisação.

A frota da "Terra do Carimbó" possui uma idade média considerável. Ultimamente, a renovação das empresas está em ritmo acelerado. É fácil encontrar ônibus novo na capital paraense, e enfeitados. 

Geralmente estes adornos são colocados pelos próprios motoristas ou cobradores. Tal ação nos remete a algumas décadas atrás, quando o ônibus recebia tratamento especial por parte do condutor que o guiava diariamente em suas viagens.

Entretanto, é importante destacar que esta prática, por mais que seja de boas intenções, não pode ultrapassar os limites do bom senso. Alguns veículos possuem enfeites nos pará-brisas e retrovisores, o que pode ocasionar perca de visibilidade e, consequentemente, provocar algum imprevisto durante a viagem. Além disso, alguns motoristas deixam a música em alto volume, gerando incômodo aos passageiros, completando a "festa" no interior do veículo. O órgão responsável, AMUB, deve intensificar a fiscalização para coibir este tipo de abuso.

O que realmente vale destacar é o laço entre os operadores e seu objeto de trabalho, o ônibus. Enfeitar os coletivos mostra que seus condutores demonstram cuidado e zelo pelos veículos, mas, como dito, que não possua extravagâncias que prejudique o usuário, a verdadeira razão para que circulem.

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