quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Juazeiro do Norte tem transporte coletivo precário

Juazeiro do Norte. Com população estimada em pouco mais de 266 mil habitantes, este Município possui uma taxa de urbanização de 96,7%, e uma população flutuante de 2 milhões por ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que gera uma grande demanda por transporte público. Vale lembrar que, de acordo com a Lei de Mobilidade Urbana (Lei Nº 12.587/2012), os cidadãos têm garantido o direito à participação no planejamento, fiscalização e avaliação da concessão ou permissão na Política de Mobilidade Urbana.

Mas a realidade é outra. O transporte público de Juazeiro é um problema para seus usuários. Não são raras as vezes que os coletivos falham com a população. Veículos em estado precário ocasionam a constante quebra dos ônibus que fazem as linhas da cidade e os atrasos. 

Para o diretor geral da Organização Não-Governamental (ONG), Escola de Políticas Públicas (EPUCA), Joelmir Pinho, os vários problemas que envolvem o transporte coletivo urbano da cidade Norte passam por três questões centrais: "A visão limitada e a ganância dos empresários do setor, hoje quase um monopólio, já que as duas maiores empresas estão nas mãos de um mesmo empresário; a total omissão ou atuação bastante acanhada do Ministério Público, a quem caberia zelar pelo cumprimento da legislação do setor, todos os dias desrespeitada pelas empresas e pelo poder público; e a apatia da população, que acaba se submetendo a um sistema de transporte coletivo multiplamente. 

Os usuários reclamam que os ônibus são bastante antigos o que, além do desconforto, provoca atrasos frequentes pela quebra recorrente. Outro motivo de queixa é que a frota é insuficiente para a demanda.

A ONG pretende apresentar, nos próximos dias, um conjunto de propostas, a partir das discussões do Fórum do Transporte Coletivo Urbano de Juazeiro do Norte (atualmente esvaziado), ao Ministério Público como representação, entre elas, a abertura imediata de processo licitatório visando a concessão de licença para prestação de serviços de transporte coletivo e a ampliação da oferta imediata de ônibus nos bairros mais populosos, como Frei Damião, João Cabral e Aeroporto.

Segundo o agente do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), Edilson Marques, a idade média dos coletivos, de acordo com o regulamento dos transportes urbanos, é de, no máximo, 12 a 15 anos. Mas, numa primeira olhada, é perceptível que há muito mais do que isso a frota não é renovada.

As população tem usado veículos de comunicação alternativos para reclamar as condições dos transportes. As redes sociais são ambientes propícios para que cidadãos possam manifestar a suas indignações sobre a mobilidade e articular atos em defesa da melhoria das mesmas. As postagens têm a intenção de incentivar a população a não aceitar a falta de respeito com o direito de ir e vir.
Com informações: Diário do Nordeste

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