quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Estatísticas sobre insegurança em ônibus de Fortaleza não condizem com a realidade

Não é difícil encontrar quem já tenha sido vítima ou conheça casos de violência nos ônibus de Fortaleza. Só este ano, já foram registradas 1400 ocorrências. 

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Fortaleza (Sindiônibus) alega que esse número é menor que o do ano passado, mas para o Sindicato dos Trabalhadores, o índice não retrata a realidade, pois não são contabilizados casos onde apenas os passageiros são as vítimas.

Paineis dentro do Sindiônibus mostram em tempo real o deslocamento dos veículos pelas ruas da Capital. São mais de 2.000 coletivos transportando cerca de um milhão e meio passageiros todos os dias e quando um desses ônibus é abordado por bandidos, informações da Ciops chegam rápido à central. 

Sobre a violência, um levantamento realizado pelo Sindiônibus revelou que o número de assaltos a coletivos na Capital cearense, de janeiro a novembro de 2015, teve uma redução de 10% em relação ao mesmo período de 2014. Mas os números, na verdade, estão caindo desde 2013, onde foram registrados cerca de 2.500 assaltos. 

Mas no centro do Sindiônibus, a categoria contesta os números apresentados pela empresa. Segundo os motoristas, as estatísticas divulgadas não refletem a violência enfrentada no dia a dia dentro do transporte coletivo. 

A direção do Sindicato dos Motoristas diz que a estatística não leva em conta os dados quando somente os passageiros são assaltados. "Eles não computam os assaltos que são feitos aos usuários e isso deixa o motorista muito denso, com o nervo à flor da pele. Então, a sensação de insegurança ainda é grande para os usuários, motoristas e cobradores que utilizam o transporte público", afirmou Tobias Brandão, diretor executivo do Sintro. 

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