sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Estudo mede impacto de faixas exclusivas para ônibus em Fortaleza

Dentre as queixas dos usuários do transporte coletivo da Capital, a lotação dos ônibus e a demora para a chegada dos veículos às paradas estão entre as mais corriqueiras. Diante da intensa demanda do serviço e da grande necessidade de melhoria, as duas críticas são o ponto de partida para o desenvolvimento do primeiro projeto dentro do I3FOR, em parceria com a Prefeitura Municipal.

Em andamento há 4 meses, com a participação de pesquisadores internacionais e profissionais da Prefeitura Municipal, o estudo "Superlotação do transporte público na cidade de Fortaleza", coordenado pela professora Sudha Ram, da Universidade do Arizona, pretende agregar e analisar dados para reconhecer os gargalos e sugerir soluções. O trabalho se baseia na análise das faixas exclusivas para ônibus e do impacto que elas tiveram no tempo que os veículos levam para percorrer as paradas e na quantidade de passageiros transportados nas viagens.

Conforme Sudha, a pesquisa utiliza dados de fontes como os aparelhos GPS instalados nos coletivos e o Bilhete Único. Até agora, a equipe conseguiu identificar e explorar alguns fatores que geram superlotação e atrasos, como condições ruins da malha viária, problemas operacionais e a grande demanda de usuários. O estudo, contudo, também comprovou bom desempenho das faixas exclusivas e o resultado positivo de sua implantação.

Recomendações
Embora os resultados sejam parciais, uma vez que o projeto só será concluído em julho do próximo ano, a pesquisadora afirma que já é possível apontar caminhos para que o poder público planeje formas de minimizar os problemas de mobilidade. Dentre as propostas do projeto, estão a expansão dos corredores para ônibus, o redesenho do esquema de horários e a melhoria da capacidade dos veículos. 

Luís Alberto Saboia, coordenador do Paitt, afirma que o estudo oferecerá subsídios à Prefeitura para aperfeiçoar o planejamento de ações e a operação do sistema de transporte coletivo no dia a dia.
Com informações: Diário do Nordeste

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