segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Versátil, ônibus brasileiro híbrido também é trólebus

A princípio, o Dual Bus poderia ser confundido com qualquer outro ônibus articulado que trafega pelas grandes metrópoles brasileiras. Visualmente, o único aspecto que o diferencia é um conjunto de caixas pretas localizadas no topo da carcaça. E é justamente aí que o veículo esconde seus truques, são 44 baterias de chumbo ácido que armazenam energia.

Graças a essas baterias, o ônibus desenvolvido pela empresa brasileira Eletra é capaz de rodar tanto a partir de energia elétrica quanto com diesel. Ou até mesmo apenas com eletricidade.

Mesmo quando em operação utilizando diesel, o Dual Bus trafega com um motor elétrico alimentado pelas baterias. A queima do combustível tem, na verdade, o propósito de energizar as baterias, que então movimentam o motor. A recarga também acontece com o aproveitamento das frenagens do veículo.  Em razão disso, há, segundo a empresa, uma redução de cerca de 28% no consumo de diesel, em comparação com outros ônibus equivalentes.

Com a instalação de ganchos no topo do ônibus, ele também pode  trafegar em redes de trólebus, utilizando apenas energia elétrica.

Para quem não se lembra, trólebus são ônibus movidos a energia elétrica, que são energizados a partir do contato com pares de cabos instalados ao longo das vias das cidades. Eles já foram muito populares em cidades como São Paulo, mas acabaram aos poucos sendo aposentados. Mas, em tempos de preocupação com meio ambiente, voltaram a ser uma alternativa viável e ecologicamente correta.

Com o acionar de um botão, o Dual Bus alterna entre os diferentes usos de combustível. Assim, é possível fazer com que o ônibus percorra determinado trecho de uma linha conectado à rede elétrica, como um trólebus, para então acionar o uso de diesel em outros locais.

De acordo com a Eletra, o modelo deve custar cerca de 30% a mais do que ônibus articulados convencionais com a mesma capacidade.

A empresa já testou protótipos funcionais do veículo que funcionam apenas com baterias. Mas, para que ele passe a rodar pelas cidades brasileiras, seria necessário um investimento muito alto para a instalação de pontos de recarga rápida espalhados por toda cidade. 
Com informações: UOL

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