domingo, 17 de janeiro de 2016

Volare vai produzir ônibus mais leves para driblar a crise

Montadora de miniônibus Volare, unidade de negócios da Marcopolo, anunciou que entre março e abril deve lançar um novo produto para seu portfólio: um miniônibus de 5 toneladas. Hoje, a empresa fabrica veículos de 6 a 10 toneladas.

Depois do lançamento do novo produto, a fábrica localizada em São Mateus-ES deve ser formalmente inagurada entre abril e junho. Ela funciona desde 2014. As estimativas são do diretor do negócio Volare, Gelson Zardo.

“O lançamento contempla um nicho de mercado em que ainda não atuamos e torna a empresa mais competitiva. O veículo que vamos lançar vai atuar na faixa de 5 toneladas, é um veículo mais leve, que transporta mais passageiros e gera mais valor agregado ao cliente”, revela Zardo.

Segundo o diretor, o setor passa por uma grave crise. Apesar disso, o investimento, que é planejado a longo prazo, está mantido. “O nosso setor sofreu muito, temos alguns segmentos que caíram até 60%, é bem crítica a situação. Estamos procurando sobreviver nesse mercado, tentando facilitar o financiamento para nossos clientes. Mas já estamos praticamente com todo o investimento feito, já ultrapassou os R$ 200 milhões. Até maio deste ano, vamos encerrar”, destaca Zardo.

Desaceleração
O diretor explica que se no ano passado eram produzidos cerca de 3 miniônibus por dia, atualmente a produção não é nem de um veículo por dia. Mas, até março, haverá capacidade instalada para produção de 45 a 50 unidades por dia. Com o novo produto, uma unidade será produzida por dia, e a previsão é terminar 2016 em torno de 200 unidades produzidas.

“Já temos 350 miniônibus produzidos no Espírito Santo, de vários modelos. Aproximadamente 200 unidades já foram comercializadas e 150 estão disponíveis para venda. O mercado deu uma recuada e reduzimos a produção. Mas estamos fazendo uma fábrica para 20 ou 30 anos. O ritmo de crescimento vai depender da demanda”.

A produção da planta de São Mateus, que vai atender às regiões Norte e Nordeste, e também ao mercado externo, com exportações para continentes como África e América Latina, hoje conta com 150 funcionários. A expectativa da empresa é dobrar esse número ao longo de 2016 e chegar a mil postos de trabalho até 2020.

“Esta estimativa de vagas de emprego é com a fábrica em plena atividade. Mas, para isso acontecer, o mercado precisa reagir”, pontua.
Com informações: Gazeta/ES

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