segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A concepção do projeto arquitetônico do Terminal Rodoviário de Fortaleza

Por Fortalbus
A ideia do Terminal Rodoviário Engenheiro João Thomé, homenagem ao engenheiro da estrada de ferro dada pelo prefeito da época, José Walter Cavalcante, foi de um Plano Diretor que vinha sendo construído para Fortaleza no ano 1962.

Eles elegeram aquele local no bairro de Fátima como uma pretensa área de expansão da cidade, ao mesmo tempo que tinha o apoio da BR 116, BR 020 e BR 222. Ela saía da Praça da Estação para lá. 
Debrucei-me para projetar e conceber um elemento que cobrisse toda aquela área e que tivesse uma modulação. Cada módulo, dos 32, cobrem uma área de 287m². 

Se eu multiplicar, harmonizar e funcionar com esses módulos vou ter uma rodoviária para a demanda da época e, futuramente, poderia ser ampliada. Foi escolhido um módulo que foi o paraboloide hiperbólico. É uma espécie de cogumelo que tem quatro pétalas de um paraboloide hiperbólico, que todos juntos formam um só corpo. 

Tem uma inspiração muito natural, que é a plantação de mangueirais. Naquela época era cheio de mangueirais naquela região, em que cujas mangueiras de copa ampla permitia a entrada de sol pela periferia de cada mangueira. Foi o que aconteceu lá. Tem um raso para abrir a iluminação zenital, como também artificial. 
Faz 43 anos que esse prédio foi concebido. Ele tem dois corpos, um principal, que era a administração e serviços de utilidade, e outro de embarque e desembarque em baixo. Muitas coisas do projeto original não foram realizadas, como esteiras rolantes para elevar a bagagem. Não foi feito isso e, com o tempo, foi necessitando de outras coisas.

O próprio órgão administrador resolveu fazer uma reforma, sem me consultar, em protesto nunca mais voltei lá. Se todo mundo está reclamando é porque não foi boa a proposta de reforma desse grupo do terminal rodoviário. Apesar disso, é importante que houvesse uma reforma.

O tempo passa e as necessidades são outras. Vão acrescentando ao espaço mais utilidade e cortando outras que talvez fossem úteis na época. As informações são do arquiteto autor do projeto da Rodoviária, Marrocos Aragão.

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