segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A trajetória da Viação Nordeste (Parte 1)

Por Fortalbus
Ao chegarmos à Rodoviária de Fortaleza, mais precisamente na rampa de acesso ao embarque, é comum observar pessoas apressadas para não perder o ônibus, algumas se despedindo da família e outras aguardando o ônibus para embarcar ao seu destino. Para quem gosta de ônibus, a rampa é um ótimo local para observar as partidas e chegadas, bem como alguma novidade ou movimento que possa acontecer.

As plataformas 07, 08, 09 e 10 geralmente embarcam passageiros que vão para outros estados, nelas é possível encontrar ônibus de empresas que operam linhas interestaduais, tais como Viação Itapemirim, Nacional, Penha e Viação Nordeste.

Em 2015, a Viação Nordeste completou 50 anos de existência e, diariamente presente na plataforma 10 da Rodoviária Eng. João Thomé, realizando o transporte de passageiros entre Fortaleza e cidades como Mossoró, Natal e João Pessoa, tornou-se ao longo dos anos uma grande empresa da nossa região. Durante esta semana, a tradicional Viação Nordeste, será nossa homenageada na série Grandes Marcas do Transporte.

Ainda na década de 1940, O Sr. Severino Thomaz da Silveira, trabalhava dirigindo caminhões que transportavam materiais de construção da Base Aérea de Parnamirim durante o período da segunda guerra mundial. Em 1950, o Sr. Severino obteve a sua primeira empresa de transportes, denominada Expresso União. 

Fundada em 1965, na Cidade de Natal no Estado do Rio Grande do Norte, a Viação Nordeste começou operando três linhas, sendo duas intermunicipais, ligando a capital norte rio-grandense as cidades de Mossoró e Areia Branca, e uma linha interestadual que ligava Natal à Fortaleza.

O acesso era difícil, pois as estradas não possuíam asfalto como hoje. No trecho entre Fortaleza e Natal, pouco mais de cem quilômetros de estrada estavam asfaltados e durante o período do inverno, rios e córregos prejudicavam a viagem, fazendo com que os 500 km de trajeto que separam as duas capitais parecessem muito mais distantes.

As máquinas do Batalhão de Engenharia de Construção do Exército que atuavam na região construindo estradas, foram essenciais no inicio das operações da empresa, pois assim desatolavam os ônibus que tinham a missão de levar e trazer pessoas.

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