domingo, 21 de fevereiro de 2016

Scania, o grifo real da Suécia

A história da Scania começa com a fundação da empresa Vabis em 1891. Ela era a subsidiária da siderúrgica Södertälje e fabricava vagões de trem. No ano de 1900, é fundada em Malmö a Maskinfabriks-Aktiebolaget Scania. O nome dessa empresa era uma designação latina para a região sueca da Skåne.

A Vabis lançou seu primeiro caminhão – com motor a gasolina – em 1902, enquanto a Scania começou a produzir bicicletas em 1903. Esta só veio a fazer caminhões em 1905. Em 1911, a Vabis entrou em dificuldades financeiras e se fundiu com a Scania, gerando a Scania-Vabis AB. As duas plantas passaram a produzir veículos e motores.

O grifo com a coroa real (de origem na Skåne) foi instituído como símbolo da empresa. Antes da Primeira Guerra, a Scania-Vabis esteve em dificuldades, mas com o conflito, o exército sueco pediu uma grande encomenda de veículos. Em 1913, criou uma subsidiária na Dinamarca, onde produziu o primeiro carro do país e um dos primeiros motores V8 do mundo.

Após a guerra, a empresa se dedicou à produção de caminhões, além de carros e ônibus. Mas, em 1921, a companhia faliu. A família Wallenberg adquiriu a empresa através de seu banco e deu vida nova à Scania-Vabis. Na Segunda Guerra, a empresa foi a principal fornecedora de veículos militares da Suécia.

Nos anos 50, a Scania-Vabis começou a expandir suas operações e a rivalizar com a conterrânea Volvo, sua eterna rival. A companhia aumentou muito as vendas de caminhões pesados e chegou a ter 70% do mercado sueco. Na década seguinte, a montadora abriu sua primeira fábrica fora da Suécia desde 1921, localizada no Brasil.

Nessa mesma época a Scania-Vabis expandiu suas vendas para o restante da Europa Ocidental. A diversificação das operações e a atualização do lineup fez a empresa assumir o nome Scania de forma individual em 1968. No ano seguinte, a empresa fundiu-se com a Saab, formando a Saab-Scania AB. Até então, a sueca produzia desde 1944 os modelos L10/20/40/60, além do chassi B76.

Nos anos seguintes, a Scania introduziu modificações em seus caminhões pesados movidos por diesel, tendo destaque nas séries 110 e 111 nos anos 60 e 70. Os veículos basicamente tinham cabines simples ou estendidas com capô longo, além da cabine avançada. Este último era equipado também com motor V8 de 14 litros. O L140 era diferente, pois tinha uma cabine que inspiraria a série 2 em 1982 e portava o V8, mas tinha capô avançado.

Scania fabricava de chassis de ônibus a motores marítimos, entre outros. Funcionando como uma verdadeira divisão de veículos comerciais e motores pesados para a Saab. Nos anos 80, a empresa entrou no mercado americano, atendendo a região nordeste, mais parecida com a Europa. Antes, forneceu motores para a Mack entre 1962 e 1975. Além disso, a empresa introduziu as séries 92/112/142 mundialmente.

Em 1995, a Saab-Scania foi separada, ficando a Scania independente. Quatro anos depois, uma tentativa de fusão com a Volvo fracassou. Nessa época, surge a série 4, com motores e cabines diferentes das anteriores 2 e 3. Em 2006, a MAN faz uma oferta hostil para compras ações da empresa, comparada a uma Blitzkrieg pela companhia sueca, que depois se retratou.

Desde 2000, a Volkswagen vinha aumentando sua participação na Scania, até conseguir o controle acionário em 2007 e assumir a companhia por completo em 2008. A MAN tinha 17% da empresa, mas também foi encampada pela VW, que detém 75% da empresa.

Hoje, as duas empresas fazem parte de um dos quatro grupos de marcas que compõem o grupo alemão. Na Suécia, a Scania rivaliza com a Volvo o título de caminhão mais potente do mundo, atualmente nas mãos da rival de Gotemburgo. Atualmente produz as séries P, G e R, todas ainda dentro da geração 4.

Brasil
Nos anos 50, a empresa brasileira Vemag iniciou a montagem no país dos caminhões Scania-Vabis, no bairro do Ipiranga, São Paulo. Diferentes dos alemães da Mercedes-Benz, os suecos eram grandes e pesados, robustos o suficiente para aguentar as estradas sem pavimentação do Brasil.

Em 1957, a Scania escolheu São Bernardo do Campo/SP como sede de sua primeira fábrica fora da Suécia. O L76 foi o primeiro modelo de caminhão, assim como o ônibus (chassi) foi o B76. Três anos depois, a operação nacional foi completamente assumida pela empresa.

Em 1968, a linha 110 foi introduzida com motor turbo e nova cabine, que aposentava a antiga “João de Barro”. Nos anos 70, o modelo LK140 tinha cabine avançada e motor V8, sendo o único assim no mercado nacional. Nos ônibus, havia os chassis B110 (motor dianteiro) e BR115 (traseiro).

A empresa se tornou fornecedora exclusiva da Viação Cometa, que teve a maior frota da marca em todo o mundo. Nos anos 80, a série 112/142 atualizou o lineup da empresa com a revitalização dos motores DSC11 e DSC14 (V8). Mais tarde, surgiu a série 3.

Nesta, apareceu o primeiro caminhão abaixo de extrapesado, o P93. Na série 4, cabines e motores foram atualizados, tendo modelos de 9, 11, 12 e 14 litros. Mais tarde surgiria o V6 de 16 litros e 580 cv do chamado “Rei da Estrada”.
Com informações: Notícias Automotivas

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