quinta-feira, 17 de março de 2016

A cronologia de prefixos das empresas de ônibus do Ceará (Parte 1)

Por Fortalbus
A identificação de um veículo na frota de uma empresa representa muito mais que estética ou organização, faz parte do conceito da identidade visual dos veículos. Vários critérios podem definir a personalização de uma frota, que podem ser desde uma sequência lógica até mesmo uma superstição do proprietário.

Além da numeração sequencial, bastante utilizada nas grandes frotas, alguns prefixos são curiosos e seguem um critério original. No Ceará, desde 2009, um sistema criado pelo Detran local limitou a personalização dos prefixos, que desde então, a identificação segue a seguinte regra: Código da Empresa + Código de linha regular ou fretamento + número de ordem do veículo.

Vejamos agora, algumas formas curiosas de numeração de empresas que atuam ou deixaram de operar no transporte coletivo de passageiros do Ceará.

Rio Negro e Rápido Juazeiro
Ambas pertenciam ao grupo empresarial Raimundo Ferreira, assim, os veículos da Rio Negro tinham prefixos sequenciais (pares e ímpares) e somente ímpares após alcançar a ordem 100. Já a Rápido Juazeiro tinha apenas números pares. Quando as empresas alcançaram a ordem 100, passaram a encaixar a seguinte sequencia intercalada: Rio Negro “ímpar” e Rápido Juazeiro “par”.

Na aquisição de veículos novos, por exemplo, enquanto os prefixos 102, 104 e 106 eram da Rápido Juazeiro, ao mesmo tempo o 103, 105 e 107 pertenciam à Rio Negro.

Brasileiro
Desde sua fundação em 1973, a Brasileiro identificava sua frota através de uma sequência de 10 em 10, sempre número redondo, exemplos: 480, 490, 500, 510 e assim sucessivamente.

No começo da década de 1990, a numeração passou a ser sequencial de três dígitos, antecedido pelo código laranja, representando o tipo do ônibus, por exemplo: 2006, 3001 e 5033, que representavam respectivamente: microônibus, ônibus convencional e ônibus de grande porte.

Ipú Brasília
Desde os registros mais antigos, a Ipú Brasília sempre usou o numeral 6 no final do prefixo, podemos então dizer que sua numeração era sequencial, porém, sempre terminada em 6, por exemplo: 456, 466, 476, 486 até os mais recentes 2016 e 2026. Outra curiosidade é que o dígito anterior ao 6 nunca era o numeral 3.

Vipu
Assim como a Ipú Brasília , empresa que deu origem à Vipu em 1988, toda sua frota, sem exceção, tinha que ter um número em especial, na Vipu, esse número era o 7, sempre a frente do prefixo. A sequência seguia a razão 7, ou seja, somando de 7 em 7 tínhamos por exemplo: 7490, 7497, 7504, 7511 e 7518.

Fretcar
Desde quando a empresa operava somente no fretamento e turismo de ônibus, sua frota utilizava apenas prefixos de ordem ímpar, iniciado a partir do prefixo 301. Com o início das operações em linhas intermunicipais em 2002, os ônibus também receberam prefixos a partir do 501.

Em 2008, com a mudança do controle acionário, a sequencia ímpar permaneceu, porém, com prefixos iniciados a partir do 701, que atualmente já alcança a casa dos 900. Com a recente entrada no segmento de Turismo, os veículos de fretamento serão da ordem 300.

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